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Salão Imobiliário de Portugal - SIL2015
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Reflexão sobre a Evolução no Mercado de Arrendamento Urbano em Portugal
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Salão Imobiliário de Portugal - SIL2012
CIMLOP - Reunião de Outono e Rodada de Negócios 2012
1?Encontro Nacional da Construção e do Imobiliário
Assinatura de Protocolo APEMIP - ICJP | Conferência Reabilitação Urbana e Arrendamento
Conferência Temática - Combate ao Branqueamento de Capitais - Porto, Março 2012
CIMLOP em Moçambique - Reunião de Direçao e Rodada de Negócios
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Prémio Personalidade Imobiliária do Ano 2011
CIMLOP - Reunião de Outono / Rodada de Negócios
Assinatura do Acordo entre a APEMIP e UCI
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Resolução do Conselho de Ministros 2011
Reunião de Direção da CIMLOP - Porto 2011
Reunião FIABCI / UNECE
Donativos APEMIP Solidária 2010
Tomada de Posse dos Órgãos Sociais da CIMLOP
APEMIP no Salão Imobiliário de Portugal 2010
Reunião da FIABCI 2010

Notícias


Imobiliárias querem atitude mais responsável no crédito
Data: Terça-feira, 16 de Outubro de 2018
Fonte: casayes.pt

As imobiliárias concordam com os bancos ao dizer que o crédito concedido actualmente é mais responsável do que o de 2007.

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Imobiliárias querem atitude mais responsável no crédito
Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

As imobiliárias concordam com os bancos ao dizer que o crédito concedido actualmente é mais responsável do que o de 2007.

O Banco de Portugal já tinha dado sinais de preocupação quando, no início do ano, anunciou uma medida macroprudencial para garantir a concessão de "financiamento sustentável". Mas, mais recentemente, Carlos Costa voltou ao tema. O governador sublinhou a necessidade de combater os riscos de euforia no imobiliário. Um alerta que as imobiliárias aplaudem, pois querem que haja uma postura responsável no mercado.
"Há um claro excesso de optimismo no mercado e é fundamental que todos os operadores do sector imobiliário assumam uma postura responsável", defende Ricardo Sousa , o CEO da Century 21 Portugal. Já a RE/MAX considera que "estas recomendações [do Banco de Portugal] não pretendem gerar um clima de alerta, mas sobretudo reforçar o crescimento sustentado do mercado imobiliário, que se traduz em benefícios para todos os agentes envolvidos, e a actual legislação protege não só o sistema financeiro, mas sobretudo o cliente final que pretende adquirir um imóvel, recorrendo ao financiamento bancário".
Ambas as imobiliárias concordam que o crédito hoje concedido para a compra de casa é diferente do de 2007, antes da crise financeira.  "Neste momento, na rede Century 21 Portugal apenas 60% das transacções de particulares são financiadas pelo crédito à habitação e o financiamento médio que registamos é de cerca de 70% do valor do imóvel", explica Ricardo Sousa. O CEO da Century 21 Portugal considera que hoje "os critérios de acesso ao crédito à habitação são bastante conservadores e ainda excluem muitas famílias portuguesas". Nesse sentido, "há claramente espaço para uma evolução positiva da concessão de crédito à habitação em Portugal, até porque estamos muito longe dos montantes de atribuição de crédito registados até 2007", sublinha.
Já a RE/MAX realça que com a transposição da  directiva do crédito hipotecário o mercado saiu "reforçado, pois promove um acesso a este tipo de financiamento com base numa cultura de literacia financeira preventiva, defendendo princípios de responsabilidade e segurança no acesso ao crédito, que se traduz em claros benefícios quer para os mutuantes quer para o cliente final".
Luis Lima, presidente da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), partilha esta visão. "As instituições financeiras estão muito mais cautelosas e a análise do perfil dos clientes é muito mais rigorosa. Hoje, por exemplo, exige-se que os clientes tenham uma entrada de 20% ou 30% do valor do imóvel, quando no passado era concedido a 100% ou até a mais", sublinha.
No entanto, quanto aos alertas de euforia, Luís Lima compreende a sua necessidade, mas não de "alarmismos como os que têm sido veiculados, deixando no ar a ideia errada da existência de uma bolha imobiliária no mercado habitacional".
perguntas a 
luis lima – Presidente da APEMIP
Percebo os alertas mas não alarmismos
Luís Lima, presidente da APEMIP, critica os "alarmismos" veiculados recentemente em torno do mercado da habitação.
Concorda com os alertas do Banco de Portugal de que há o risco de euforia na habitação?
Não quero pôr em causa as palavras do Governador e compreendo a necessidade de emitir alertas, mas não alarmismos como os que têm sido veiculados, deixando no ar a ideia errada da existência de uma bolha imobiliária no mercado habitacional. Como sempre tenho dito, não existe uma bolha imobiliária. Ainda que os preços tenham acelerado muito rapidamente em determinadas zonas de Lisboa ou Porto, a mesma realidade não se aplica no resto do país.
O crédito que hoje é concedido para a compra de casa é diferente do que era concedido em 2007? 
Sem dúvida. As instituições financeiras estão muito mais cautelosas e a análise do perfil dos clientes é muito mais rigorosa. Hoje, exige-se que os clientes tenham uma entrada de 20% ou 30% do valor do imóvel, quando no passado era concedido a 100% ou até a mais.  Actualmente, o risco de incumprimento é certamente inferior ao do passado.
Como é que as imobiliárias ajustaram as práticas?
Muitas vezes a imobiliária avalia o perfil do cliente e se reúne as condições exigidas pelos bancos, caso contrário tenta encaminhá-lo para a alternativa existente, que é o arrendamento.

O Banco de Portugal já tinha dado sinais de preocupação quando, no início do ano, anunciou uma medida macroprudencial para garantir a concessão de "financiamento sustentável". Mas, mais recentemente, Carlos Costa voltou ao tema. O governador sublinhou a necessidade de combater os riscos de euforia no imobiliário. Um alerta que as imobiliárias aplaudem, pois querem que haja uma postura responsável no mercado.

"Há um claro excesso de optimismo no mercado e é fundamental que todos os operadores do sector imobiliário assumam uma postura responsável", defende Ricardo Sousa , o CEO da Century 21 Portugal. Já a RE/MAX considera que "estas recomendações [do Banco de Portugal] não pretendem gerar um clima de alerta, mas sobretudo reforçar o crescimento sustentado do mercado imobiliário, que se traduz em benefícios para todos os agentes envolvidos, e a actual legislação protege não só o sistema financeiro, mas sobretudo o cliente final que pretende adquirir um imóvel, recorrendo ao financiamento bancário".

Ambas as imobiliárias concordam que o crédito hoje concedido para a compra de casa é diferente do de 2007, antes da crise financeira.  "Neste momento, na rede Century 21 Portugal apenas 60% das transacções de particulares são financiadas pelo crédito à habitação e o financiamento médio que registamos é de cerca de 70% do valor do imóvel", explica Ricardo Sousa. O CEO da Century 21 Portugal considera que hoje "os critérios de acesso ao crédito à habitação são bastante conservadores e ainda excluem muitas famílias portuguesas". Nesse sentido, "há claramente espaço para uma evolução positiva da concessão de crédito à habitação em Portugal, até porque estamos muito longe dos montantes de atribuição de crédito registados até 2007", sublinha.

Já a RE/MAX realça que com a transposição da  directiva do crédito hipotecário o mercado saiu "reforçado, pois promove um acesso a este tipo de financiamento com base numa cultura de literacia financeira preventiva, defendendo princípios de responsabilidade e segurança no acesso ao crédito, que se traduz em claros benefícios quer para os mutuantes quer para o cliente final".

Luis Lima, presidente da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), partilha esta visão. "As instituições financeiras estão muito mais cautelosas e a análise do perfil dos clientes é muito mais rigorosa. Hoje, por exemplo, exige-se que os clientes tenham uma entrada de 20% ou 30% do valor do imóvel, quando no passado era concedido a 100% ou até a mais", sublinha.

No entanto, quanto aos alertas de euforia, Luís Lima compreende a sua necessidade, mas não de "alarmismos como os que têm sido veiculados, deixando no ar a ideia errada da existência de uma bolha imobiliária no mercado habitacional".perguntas a luis lima – Presidente da APEMIPPercebo os alertas mas não alarmismosLuís Lima, presidente da APEMIP, critica os "alarmismos" veiculados recentemente em torno do mercado da habitação.

Concorda com os alertas do Banco de Portugal de que há o risco de euforia na habitação?Não quero pôr em causa as palavras do Governador e compreendo a necessidade de emitir alertas, mas não alarmismos como os que têm sido veiculados, deixando no ar a ideia errada da existência de uma bolha imobiliária no mercado habitacional. Como sempre tenho dito, não existe uma bolha imobiliária. Ainda que os preços tenham acelerado muito rapidamente em determinadas zonas de Lisboa ou Porto, a mesma realidade não se aplica no resto do país.

O crédito que hoje é concedido para a compra de casa é diferente do que era concedido em 2007? Sem dúvida. As instituições financeiras estão muito mais cautelosas e a análise do perfil dos clientes é muito mais rigorosa. Hoje, exige-se que os clientes tenham uma entrada de 20% ou 30% do valor do imóvel, quando no passado era concedido a 100% ou até a mais.  Actualmente, o risco de incumprimento é certamente inferior ao do passado.

Como é que as imobiliárias ajustaram as práticas?Muitas vezes a imobiliária avalia o perfil do cliente e se reúne as condições exigidas pelos bancos, caso contrário tenta encaminhá-lo para a alternativa existente, que é o arrendamento.


OE2019: o que vai mudar no imobiliário
Data: Terça-feira, 16 de Outubro de 2018
Fonte: casayes.pt

A par das famílias, pensionistas e empresas, há novidades na calha para o imobiliário no âmbito do Orçamento do Estado para 2019 (OE 2019)

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OE2019: o que vai mudar no imobiliário
Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

A par das famílias, pensionistas e empresas, há novidades na calha para o imobiliário no âmbito do Orçamento do Estado para 2019 (OE 2019)

Depois de meses de negociações com os partidos, municípios e os lobbies do setor, o Governo entrega hoje, dia 15 de outubro de 2018, a proposta final na Assembleia da República. Bónus no IRS das rendas de casas no interior, novos prazos para o IMI e regras diferentes para as mais-valias do alojamento local são algumas das novas medidas que constam da proposta preliminar a que o idealista/news teve acesso e que aqui resumimos.
O documento será discutido e votado na generalidade nos dias 29 e 30 deste mês, estando a votação global agendada para 29 de novembro de 2018. Isto depois de o Governo socialista de António Costa ter aprovado este sábado a proposta de Orçamento do Estado para 2019, o relatório e as Grandes Opções do Plano e o Quadro Plurianual de Programação Orçamental.
Bónus no IRS com despesas de rendas de casas no Interior
As famílias que decidirem mudar-se para o interior vão ter dinheiro a um bónus no IRS, podendo abater no IRS até ao limite de 1000 euros “durante três anos, sendo o primeiro o da celebração do contrato” no caso dos encargos resultarem “da transferência da residência permanente para um território do interior”, segundo a versão preliminar do OE2019.
As regras gerais determinam que os contribuintes podem reduzir no IRS até um máximo de 502 euros com este tipo de despesa.
Por outro lado, os estudantes que frequentem estabelecimento de ensino situados em territórios do interior terão um aumento nas deduções à coleta: os 30% das despesas de educação que já podem deduzir ao IRS aumentam em 10 pontos percentuais. Além disso, o patamar máximo de 800 euros permitido para a dedução em causa sobe para mil euros quando a diferença seja relativa a estas despesas.
IMI: primeira prestação baixa para 100 euros; prazos continuam
O pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) mantém-se em três prestações, ao longo do ano, mas o valor da primeira entrega às Finanças baixa para 100 euros e a sua liquidação passa a acontecer um mês mais tarde, em maio.
De acordo com a versão preliminar,  o Governo determinar que o imposto seja pago "em uma prestação, no mês de maio, quando o seu montante seja igual ou inferior a 100 euros; em duas prestações, nos meses de maio e novembro, quando o seu montante seja superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros".
Ou pode ser pago em "três prestações, nos meses de maio, agosto e novembro, quando o seu montante seja superior a 500 euros.
Atualmente, este imposto sobre os imóveis pode ser pago em uma prestação, durante o mês de Abril, quando o seu montante seja igual ou inferior a 250 euros; em duas prestações, nos meses de abril e novembro, quando o seu montante seja superior a 250 euros; e em três prestações, nos meses de abril, julho e novembro, quando o seu montante seja superior a 500 euros".
AIMI: bancos proibidos de cobrar valor isento de imposto
As instituições que operem a nível da locação financeira, de acordo com a versão  preliminar da proposta do OE para 2019, "não podem repercutir sobre os locatários financeiros, total ou parcialmente, o adicional ao imposto municipal sobre imóveis" quando o valor patrimonial tributário dos imóveis em causa não ultrapasse os 600 mil euros, ou seja, o montante da dedução até ao qual os contribuintes singulares estão isentos deste imposto.
Até agora - e desde que o Governo criou em 2017 o AIMI (que incide sobre a soma dos valores patrimoniais tributários dos prédios urbanos) os bancos cobravam 0,4% do valor patrimonial tributário em regime de leasing imobiliário aos respetivos locatários, mesmo quando o montante contratualizado estava abaixo do limiar de 600 mil euros. Ou seja, os bancos estavam a exigir aos clientes o pagamento sobre um imposto do qual estão isentos.
As regras do AIMI determinam que aos contribuintes singulares que detenham imóveis com um valor entre 600 mil e um milhão de euros seja aplicada uma taxa de 0,7%, enquanto às empresas está em causa uma taxa 0,4% sobre a totalidade do VPT (sem a dedução de 600 mil euros).
Mais-valias de casas em alojamento local
Na versão preliminar do OE2019, o Executivo socialista de António Costa avança com uma autorização legislativa que visa rever o regime de tributação das mais-valias dos imóveis afetos a atividades empresariais e profissionais exercidas pelos proprietários. O objetivo é “passar a tributar as mais-valias no momento da alienação do bem”. Ou seja, apenas haverá lugar ao pagamento de imposto quando e se a casa for vendida.
Estando em causa uma prestação de serviços, os contribuintes dentro desta atividade são tributados na categoria B. Assim, quando uma casa é afeta ao AL, é necessário apurar a mais-valias correspondente ao valores de aquisição, bem como ao de mercado à data de afetação. Depois, se a casa for retirada deste mercado e regressar ao uso pessoal do proprietário, tem de realizar-se um novo apuramento da mais-valia, desta vez tendo em conta a diferença entre o valor à data de colocação do imóvel no AL e o valor no momento da desafetação.
A tributação destes dois momentos obedece a fórmulas diferentes: enquanto na primeira mais-valia é considerado apenas 50% do valor, na segunda tem-se em conta 95% do montante, sendo sobre estas percentagens que incide o IRS.
As famílias que paguem rendas de casa para que os filhos estudem no Interior do país vão ter dinheiro a um bónus no IRS, podendo abater até ao limite de 1000 euros “durante três anos, sendo o primeiro o da celebração do contrato” no caso dos encargos resultarem “da transferência da residência permanente para um território do interior”.
As medidas reclamadas para o imobiliário
Tendo o OE para 2019 como pano de fundo, ao longo dos últimos meses foram sendo conhecidas e discutidas as propostas dos profissionais do setor imobiliário, bem como dos proprietários e dos partidos políticos, que agora te recordamos. Algumas chegam agora a bom porto, outras ficam ainda por ter resposta. 
Do lado dos profissionais da mediação imobiliária, a prioridade foi sempre colocada no sentido em resolver os problemas habitacionais, especialmente ao nível do arrendamento urbano, através de incentivos fiscais. 
Entre as propostas apresentadas pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) ao Governo destaca-se a atribuição de benefícios fiscais aos senhorios que arrendem as suas casas a preços acessíveis e a introdução de um seguro de renda popular.
Já a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) reivindicou a redução da taxa liberatória dos rendimentos prediais em três pontos percentuais por cada ano de vigência de um contrato de arrendamento (com duração até cinco anos) e a fixação de uma taxa liberatória de 10% para todos os contratos de arrendamento celebrados com prazo superior a seis anos.
Além disso, os senhorios pediram a dedução total do valor do IMI e das Taxas Municipais em sede de dedução à coleta e não ao rendimento, bem como “o aumento das deduções das despesas implicadas no mobiliário, eletrodomésticos e juros e amortizações de empréstimos para obras nos imóveis”.
Quanto ao IMI, a ALP exigia também a fixação de uma taxa única de 0,1% a aplicar em todo o país e a eliminação do Adicional ao IMI. Por fim, os proprietários pedem que todos os contratos de arrendamento com rendas congeladas ou que se tenham tornados vitalícios desfrutem de “isenção total de IRS e IMI”.
Do lado político, foi reclamado mais um escalão no Adicional ao IMI. A proposta do PCP foi negociada com o Governo, tendo como objetivo penalizar os proprietários com valores patrimoniais totais superiores a 1,5 milhões de euros, por via de uma taxa que parece estar ainda em estudo e que poderia oscilar entre 1,5% e 2%.
Por outro lado, os comunistas querem obrigar a englobar obrigatoriamente no IRS os rendimentos prediais e de capitais desde que o rendimento bruto total do contribuinte ultrapasse os 100 mil euros. A ideia é que estes rendimentos, sendo mais altos, paguem não apenas a taxa liberatória habitual, de 28%, mas caiam nas taxas progressivas do IRS. Mas esta alteração ainda não surge na versão da proposta orçamental a que o idealista/news teve acesso.

Depois de meses de negociações com os partidos, municípios e os lobbies do setor, o Governo entrega hoje, dia 15 de outubro de 2018, a proposta final na Assembleia da República. Bónus no IRS das rendas de casas no interior, novos prazos para o IMI e regras diferentes para as mais-valias do alojamento local são algumas das novas medidas que constam da proposta preliminar a que o idealista/news teve acesso e que aqui resumimos.

O documento será discutido e votado na generalidade nos dias 29 e 30 deste mês, estando a votação global agendada para 29 de novembro de 2018. Isto depois de o Governo socialista de António Costa ter aprovado este sábado a proposta de Orçamento do Estado para 2019, o relatório e as Grandes Opções do Plano e o Quadro Plurianual de Programação Orçamental.

Bónus no IRS com despesas de rendas de casas no InteriorAs famílias que decidirem mudar-se para o interior vão ter dinheiro a um bónus no IRS, podendo abater no IRS até ao limite de 1000 euros “durante três anos, sendo o primeiro o da celebração do contrato” no caso dos encargos resultarem “da transferência da residência permanente para um território do interior”, segundo a versão preliminar do OE2019.

As regras gerais determinam que os contribuintes podem reduzir no IRS até um máximo de 502 euros com este tipo de despesa.

Por outro lado, os estudantes que frequentem estabelecimento de ensino situados em territórios do interior terão um aumento nas deduções à coleta: os 30% das despesas de educação que já podem deduzir ao IRS aumentam em 10 pontos percentuais. Além disso, o patamar máximo de 800 euros permitido para a dedução em causa sobe para mil euros quando a diferença seja relativa a estas despesas.

IMI: primeira prestação baixa para 100 euros; prazos continuamO pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) mantém-se em três prestações, ao longo do ano, mas o valor da primeira entrega às Finanças baixa para 100 euros e a sua liquidação passa a acontecer um mês mais tarde, em maio.

De acordo com a versão preliminar,  o Governo determinar que o imposto seja pago "em uma prestação, no mês de maio, quando o seu montante seja igual ou inferior a 100 euros; em duas prestações, nos meses de maio e novembro, quando o seu montante seja superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros".

Ou pode ser pago em "três prestações, nos meses de maio, agosto e novembro, quando o seu montante seja superior a 500 euros.

Atualmente, este imposto sobre os imóveis pode ser pago em uma prestação, durante o mês de Abril, quando o seu montante seja igual ou inferior a 250 euros; em duas prestações, nos meses de abril e novembro, quando o seu montante seja superior a 250 euros; e em três prestações, nos meses de abril, julho e novembro, quando o seu montante seja superior a 500 euros".

AIMI: bancos proibidos de cobrar valor isento de impostoAs instituições que operem a nível da locação financeira, de acordo com a versão  preliminar da proposta do OE para 2019, "não podem repercutir sobre os locatários financeiros, total ou parcialmente, o adicional ao imposto municipal sobre imóveis" quando o valor patrimonial tributário dos imóveis em causa não ultrapasse os 600 mil euros, ou seja, o montante da dedução até ao qual os contribuintes singulares estão isentos deste imposto.

Até agora - e desde que o Governo criou em 2017 o AIMI (que incide sobre a soma dos valores patrimoniais tributários dos prédios urbanos) os bancos cobravam 0,4% do valor patrimonial tributário em regime de leasing imobiliário aos respetivos locatários, mesmo quando o montante contratualizado estava abaixo do limiar de 600 mil euros. Ou seja, os bancos estavam a exigir aos clientes o pagamento sobre um imposto do qual estão isentos.

As regras do AIMI determinam que aos contribuintes singulares que detenham imóveis com um valor entre 600 mil e um milhão de euros seja aplicada uma taxa de 0,7%, enquanto às empresas está em causa uma taxa 0,4% sobre a totalidade do VPT (sem a dedução de 600 mil euros).

Mais-valias de casas em alojamento localNa versão preliminar do OE2019, o Executivo socialista de António Costa avança com uma autorização legislativa que visa rever o regime de tributação das mais-valias dos imóveis afetos a atividades empresariais e profissionais exercidas pelos proprietários. O objetivo é “passar a tributar as mais-valias no momento da alienação do bem”. Ou seja, apenas haverá lugar ao pagamento de imposto quando e se a casa for vendida.

Estando em causa uma prestação de serviços, os contribuintes dentro desta atividade são tributados na categoria B. Assim, quando uma casa é afeta ao AL, é necessário apurar a mais-valias correspondente ao valores de aquisição, bem como ao de mercado à data de afetação. Depois, se a casa for retirada deste mercado e regressar ao uso pessoal do proprietário, tem de realizar-se um novo apuramento da mais-valia, desta vez tendo em conta a diferença entre o valor à data de colocação do imóvel no AL e o valor no momento da desafetação.

A tributação destes dois momentos obedece a fórmulas diferentes: enquanto na primeira mais-valia é considerado apenas 50% do valor, na segunda tem-se em conta 95% do montante, sendo sobre estas percentagens que incide o IRS.

As famílias que paguem rendas de casa para que os filhos estudem no Interior do país vão ter dinheiro a um bónus no IRS, podendo abater até ao limite de 1000 euros “durante três anos, sendo o primeiro o da celebração do contrato” no caso dos encargos resultarem “da transferência da residência permanente para um território do interior”.

As medidas reclamadas para o imobiliárioTendo o OE para 2019 como pano de fundo, ao longo dos últimos meses foram sendo conhecidas e discutidas as propostas dos profissionais do setor imobiliário, bem como dos proprietários e dos partidos políticos, que agora te recordamos. Algumas chegam agora a bom porto, outras ficam ainda por ter resposta. 

Do lado dos profissionais da mediação imobiliária, a prioridade foi sempre colocada no sentido em resolver os problemas habitacionais, especialmente ao nível do arrendamento urbano, através de incentivos fiscais. 

Entre as propostas apresentadas pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) ao Governo destaca-se a atribuição de benefícios fiscais aos senhorios que arrendem as suas casas a preços acessíveis e a introdução de um seguro de renda popular.

Já a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) reivindicou a redução da taxa liberatória dos rendimentos prediais em três pontos percentuais por cada ano de vigência de um contrato de arrendamento (com duração até cinco anos) e a fixação de uma taxa liberatória de 10% para todos os contratos de arrendamento celebrados com prazo superior a seis anos.

Além disso, os senhorios pediram a dedução total do valor do IMI e das Taxas Municipais em sede de dedução à coleta e não ao rendimento, bem como “o aumento das deduções das despesas implicadas no mobiliário, eletrodomésticos e juros e amortizações de empréstimos para obras nos imóveis”.

Quanto ao IMI, a ALP exigia também a fixação de uma taxa única de 0,1% a aplicar em todo o país e a eliminação do Adicional ao IMI. Por fim, os proprietários pedem que todos os contratos de arrendamento com rendas congeladas ou que se tenham tornados vitalícios desfrutem de “isenção total de IRS e IMI”.

Do lado político, foi reclamado mais um escalão no Adicional ao IMI. A proposta do PCP foi negociada com o Governo, tendo como objetivo penalizar os proprietários com valores patrimoniais totais superiores a 1,5 milhões de euros, por via de uma taxa que parece estar ainda em estudo e que poderia oscilar entre 1,5% e 2%.

Por outro lado, os comunistas querem obrigar a englobar obrigatoriamente no IRS os rendimentos prediais e de capitais desde que o rendimento bruto total do contribuinte ultrapasse os 100 mil euros. A ideia é que estes rendimentos, sendo mais altos, paguem não apenas a taxa liberatória habitual, de 28%, mas caiam nas taxas progressivas do IRS. Mas esta alteração ainda não surge na versão da proposta orçamental a que o idealista/news teve acesso.


Obra nova, a próxima onda do imobiliário em Portugal
Data: Quinta-feira, 04 de Outubro de 2018
Fonte: casayes.pt

A falta de imóveis para vender (do lado de quem opera no negócio) ou para comprar (por parte de quem pretende investir) é, atualmente, a tónica destacada pelo setor imobiliário

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Obra nova, a próxima onda do imobiliário em Portugal
Quinta-feira, 04 de Outubro de 2018

A falta de imóveis para vender (do lado de quem opera no negócio) ou para comprar (por parte de quem pretende investir) é, atualmente, a tónica destacada pelo setor imobiliário

- em público e à porta fechada -  como referem várias fontes do setor ao idealista/news. Apontada por muitos como a solução para travar a escalada de preços que se vive em Portugal nos últimos anos, o reforço da oferta através de obra nova é vista ao mesmo tempo como uma oportunidade, que cada vez mais empresas estão a dar sinais de estar a aproveitar. (Quase) diariamente chegam ao mercado informações de novos projetos de promoção imobiliária - mas faltam mais, sobretudo para a classe média e os jovens.
Ao longo do primeiro semestre de 2018, o volume de transações de habitação chegou ao valor mais elevado da última década, quando comparado com igual período dos anos anteriores e é previsto que as vendas totais dos 12 meses atinjam o record dos últimos 10 anos. Até junho foram efetuadas mais de 86,3 mil transações de imóveis residenciais, com um valor global de 11,6 mil milhões de euros, traduzindo crescimentos de 20% em número e de 30% em valor, face ao período homólogo de 2017.
"A consequência mais direta deste aumento da procura tem sido o escalar dos preços da habitação, uma situação muito penalizadora para uma parte significativa da população portuguesa. Para fazer face a tal situação, urge acelerar a construção nova de habitação e a reabilitação nas zonas periféricas das cidades", considera a FEPICOP -Federação Portugeusa da Indústria da Construção e Obras Públicas.
E, segundo o organismo que representa as duas associações do setor da construção , "nota-se já algum ajustamento no mercado, que, após anos em mínimos de atividade, começa já a registar aumentos significativos no número de licenças emitidas" para construção de novos fogos (+38% até julho) e, paralelamente, no número de fogos novos concluídos (+38% no 1º trimestre do ano), "valores ainda assim insuficientes para um nível de procura que se continua a antever elevada".
Faltam 70 mil casas em Portugal para a classe média e jovens
Dados recolhidos pelo Gabinete de Estudos da APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal mostram, entretanto, que no primeiro semestre de 2018 foram licenciados 7.510 edifícios para construção nova em Portugal, dos quais 5.591 serão dirigidos para habitação familiar, o que corresponde a 9.836 fogos que estarão disponíveis no mercado. “Um número que fica assim muito aquém das necessidades habitacionais”, afirma o representante das imobiliárias Luís Lima, alertando que a construção que está a ser feita não é dirigida ao perfil médio dos portugueses, sendo por isso necessário aumentar também o stock para famílias de classe média e jovens.
“Estamos num ciclo vicioso. Há pouca oferta e muita procura, que faz com que o valor das casas suba e deixe de estar ao alcance das famílias. Para atenuar os problemas habitacionais, seria necessário introduzir no mercado cerca de 70 mil casas novas. Destas, mais de metade deveriam aparecer em Lisboa e Porto, onde se concentra mais de 50% da procura”, analisa o presidente da APEMIP, destacando o problema que existe devido ao tempo entre um licenciamento e a colocação no mercado de um imóvel.
IVA a 6% para construção nova - similar à reabilitação urbana
Esta mesma visão tem o vice-presidente da APPII - Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários. "A construção nova fora dos centros urbanos, principalmente no segmento residencial, mas também no de escritórios, é uma verdadeira necessidade do mercado imobiliário da atualidade, sendo portanto uma nova janela de oportunidade, que os promotores imobiliários devem estar atentos", declara Hugo Santos Ferreira.
Para ajudar a fomentar este fenómeno, o porta-voz dos principais investidores do setor imobiliário em Portugal reclama incentivos similares aos que foram dados à reabilitação urbana. "É muito importante começar a incentivar – com factores de descriminação positiva – a construção nova, a par do que se fez com a reabilitação urbana, sendo crucial estimular a construção localizada fora dos centros urbanos (ou pelo menos fora das designadas zonas prime) e em especial aquela que se destina à classe média e aos jovens". Reclama, por exemplo, a redução do IVA para 6% na construção nova, à semelhança da reabilitação urbana.
Oportunidades de negócio
A ideia de Santos Ferreira é que seja feito um cruzamento na oferta para os vários segmentos de mercado, sem afetar nenhum, e consequentemente apostar no dinamismo que vive o setor imobiliário atualmente em Portugal. Ou seja: "há que viabilizar um mercado em equilíbrio! Que seja atrativo para os estrangeiros (que são e devem continuar a ser muito bem-vindos, ou não estivesse o atual crescimento da nossa economia muito alicerçado na captação de investimento estrangeiro, sendo o setor imobiliário um dos seus maiores catalisadores), mas também acessível aos portugueses".
Do lado de quem conhece bem o mercado nacional e internacional, a opinião é a mesma. “Com o problema da escassez de oferta de habitações a preços acessíveis aos portugueses e o aumento dos preços do imobiliário nacional, acreditamos que será com mais oferta que se irá satisfazer a procura e equilibrar os preços. Após o sucesso da reabilitação dos edifícios, que está a deixar as nossas cidades mais bonitas, é necessário construir mais habitação nas zonas onde a procura é muito elevada e a oferta insuficiente. Chegou a hora da construção nova regressar a Portugal. Agora é o momento”, analisa César Oteiza, cofundador e diretor do idealista Portugal.

- em público e à porta fechada -  como referem várias fontes do setor ao idealista/news. Apontada por muitos como a solução para travar a escalada de preços que se vive em Portugal nos últimos anos, o reforço da oferta através de obra nova é vista ao mesmo tempo como uma oportunidade, que cada vez mais empresas estão a dar sinais de estar a aproveitar. (Quase) diariamente chegam ao mercado informações de novos projetos de promoção imobiliária - mas faltam mais, sobretudo para a classe média e os jovens.

Ao longo do primeiro semestre de 2018, o volume de transações de habitação chegou ao valor mais elevado da última década, quando comparado com igual período dos anos anteriores e é previsto que as vendas totais dos 12 meses atinjam o record dos últimos 10 anos. Até junho foram efetuadas mais de 86,3 mil transações de imóveis residenciais, com um valor global de 11,6 mil milhões de euros, traduzindo crescimentos de 20% em número e de 30% em valor, face ao período homólogo de 2017.

"A consequência mais direta deste aumento da procura tem sido o escalar dos preços da habitação, uma situação muito penalizadora para uma parte significativa da população portuguesa. Para fazer face a tal situação, urge acelerar a construção nova de habitação e a reabilitação nas zonas periféricas das cidades", considera a FEPICOP -Federação Portugeusa da Indústria da Construção e Obras Públicas.E, segundo o organismo que representa as duas associações do setor da construção , "nota-se já algum ajustamento no mercado, que, após anos em mínimos de atividade, começa já a registar aumentos significativos no número de licenças emitidas" para construção de novos fogos (+38% até julho) e, paralelamente, no número de fogos novos concluídos (+38% no 1º trimestre do ano), "valores ainda assim insuficientes para um nível de procura que se continua a antever elevada".

Faltam 70 mil casas em Portugal para a classe média e jovensDados recolhidos pelo Gabinete de Estudos da APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal mostram, entretanto, que no primeiro semestre de 2018 foram licenciados 7.510 edifícios para construção nova em Portugal, dos quais 5.591 serão dirigidos para habitação familiar, o que corresponde a 9.836 fogos que estarão disponíveis no mercado. “Um número que fica assim muito aquém das necessidades habitacionais”, afirma o representante das imobiliárias Luís Lima, alertando que a construção que está a ser feita não é dirigida ao perfil médio dos portugueses, sendo por isso necessário aumentar também o stock para famílias de classe média e jovens.

“Estamos num ciclo vicioso. Há pouca oferta e muita procura, que faz com que o valor das casas suba e deixe de estar ao alcance das famílias. Para atenuar os problemas habitacionais, seria necessário introduzir no mercado cerca de 70 mil casas novas. Destas, mais de metade deveriam aparecer em Lisboa e Porto, onde se concentra mais de 50% da procura”, analisa o presidente da APEMIP, destacando o problema que existe devido ao tempo entre um licenciamento e a colocação no mercado de um imóvel.

IVA a 6% para construção nova - similar à reabilitação urbanaEsta mesma visão tem o vice-presidente da APPII - Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários. "A construção nova fora dos centros urbanos, principalmente no segmento residencial, mas também no de escritórios, é uma verdadeira necessidade do mercado imobiliário da atualidade, sendo portanto uma nova janela de oportunidade, que os promotores imobiliários devem estar atentos", declara Hugo Santos Ferreira.

Para ajudar a fomentar este fenómeno, o porta-voz dos principais investidores do setor imobiliário em Portugal reclama incentivos similares aos que foram dados à reabilitação urbana. "É muito importante começar a incentivar – com factores de descriminação positiva – a construção nova, a par do que se fez com a reabilitação urbana, sendo crucial estimular a construção localizada fora dos centros urbanos (ou pelo menos fora das designadas zonas prime) e em especial aquela que se destina à classe média e aos jovens". Reclama, por exemplo, a redução do IVA para 6% na construção nova, à semelhança da reabilitação urbana.

Oportunidades de negócioA ideia de Santos Ferreira é que seja feito um cruzamento na oferta para os vários segmentos de mercado, sem afetar nenhum, e consequentemente apostar no dinamismo que vive o setor imobiliário atualmente em Portugal. Ou seja: "há que viabilizar um mercado em equilíbrio! Que seja atrativo para os estrangeiros (que são e devem continuar a ser muito bem-vindos, ou não estivesse o atual crescimento da nossa economia muito alicerçado na captação de investimento estrangeiro, sendo o setor imobiliário um dos seus maiores catalisadores), mas também acessível aos portugueses".

Do lado de quem conhece bem o mercado nacional e internacional, a opinião é a mesma. “Com o problema da escassez de oferta de habitações a preços acessíveis aos portugueses e o aumento dos preços do imobiliário nacional, acreditamos que será com mais oferta que se irá satisfazer a procura e equilibrar os preços. Após o sucesso da reabilitação dos edifícios, que está a deixar as nossas cidades mais bonitas, é necessário construir mais habitação nas zonas onde a procura é muito elevada e a oferta insuficiente. Chegou a hora da construção nova regressar a Portugal. Agora é o momento”, analisa César Oteiza, cofundador e diretor do idealista Portugal.



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