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Portugal sobe para o 5º lugar dos melhores países para investir
Data: Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Portugal subiu um lugar no ranking mundial dos melhores países para investir em imobiliário no início deste ano, passando agora a ocupar a 5ª posição. A liderar continua os Estados Unidos da América pelo sétimo mês consecutivo e a Espanha mantém firme o 2º posto. 

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Portugal sobe para o 5º lugar dos melhores países para investir
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

Portugal subiu um lugar no ranking mundial dos melhores países para investir em imobiliário no início deste ano, passando agora a ocupar a 5ª posição. A liderar continua os Estados Unidos da América pelo sétimo mês consecutivo e a Espanha mantém firme o 2º posto. 

Portugal terminou o ano de 2016 no 6º lugar depois de já ter ocupado o 4º e mesmo o terceiro e entra em Janeiro de 2017 a subir uma posição. Segundo o TheMoveChannel, o principal site independente de imobiliário internacional, que avalia mensalmente o interesse a nível mundial dos investidores, a grande sensação deste mês foi a Grécia que subiu 18 lugares do ranking acabando por ultrapassar Portugal. Foi uma das maiores subidas deste mês, demonstrando que os investidores estão voltando a olhar para a Grécia. "Depois de um ano de incerteza política, de discutir a dívida nacional e um potencial 'Grexit' em 2017, o apelo de estilo de vida da Grécia não desapareceu. Na verdade, é mais acessível do que nunca, depois que os preços das casas caíram nos últimos oito anos consecutivos", explica Dan Johnson, director do TheMoveChannel.com.
A Itália foi outro dos países que subiu bastante no início do ano, escalando cinco lugares para ocupar a terceira posição. O Canadá também voltou a subir para ocupar o sétimo lugar, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos (UAE). 
"A propriedade americana continua sendo uma das mais atraentes do mundo", acrescenta Johnson. "A economia do país, independente de sua situação política, é estável, com o Reserva Federal ainda em curso para aumentar novamente este ano as taxas de juros ", admite.

Portugal terminou o ano de 2016 no 6º lugar depois de já ter ocupado o 4º e mesmo o terceiro e entra em Janeiro de 2017 a subir uma posição. Segundo o TheMoveChannel, o principal site independente de imobiliário internacional, que avalia mensalmente o interesse a nível mundial dos investidores, a grande sensação deste mês foi a Grécia que subiu 18 lugares do ranking acabando por ultrapassar Portugal. Foi uma das maiores subidas deste mês, demonstrando que os investidores estão voltando a olhar para a Grécia. "Depois de um ano de incerteza política, de discutir a dívida nacional e um potencial 'Grexit' em 2017, o apelo de estilo de vida da Grécia não desapareceu. Na verdade, é mais acessível do que nunca, depois que os preços das casas caíram nos últimos oito anos consecutivos", explica Dan Johnson, director do TheMoveChannel.com.

A Itália foi outro dos países que subiu bastante no início do ano, escalando cinco lugares para ocupar a terceira posição. O Canadá também voltou a subir para ocupar o sétimo lugar, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos (UAE). 

"A propriedade americana continua sendo uma das mais atraentes do mundo", acrescenta Johnson. "A economia do país, independente de sua situação política, é estável, com o Reserva Federal ainda em curso para aumentar novamente este ano as taxas de juros ", admite.


Aeroporto do Montijo com "forte impacto" mas sem especulação imobiliária - associação
Data: Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) não teme a especulação sobre os preços dos imóveis devido à construção de um aeroporto no Montijo, apesar do impacto no imobiliário, no emprego e na atividade económica local.

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Aeroporto do Montijo com "forte impacto" mas sem especulação imobiliária - associação
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) não teme a especulação sobre os preços dos imóveis devido à construção de um aeroporto no Montijo, apesar do impacto no imobiliário, no emprego e na atividade económica local.

"Qualquer infraestrutura aeroportuária terá sempre impacto no setor imobiliário: é necessário construir novas instalações, é necessário que no ambiente que se gera à volta do aeroporto haja novas instalações, novos equipamentos e novas situações de habitação e de comércio", afirmou à Lusa o presidente da assembleia-geral da APEMIP, João Pessoa e Costa, acrescentando que os aeroportos são hoje "grandes centros comerciais".
Confrontado com a eventual especulação imobiliária no Montijo e arredores, como aconteceu com Alcochete aquando do anúncio da construção nesse concelho de um aeroporto de raiz -- o que acabou por nunca acontecer -, o responsável afastou preocupações: "Não temo. Penso que o mercado imobiliário está muito profissional. Há sempre momentos de algum pico [de preços], mas depois passam rapidamente", afirmou.
"Os clientes nacionais e os clientes estrangeiros apercebem-se de que a cidade de Lisboa oferece sobretudo estabilidade, segurança, e, portanto, em termos de preços também penso que é isso que vão acompanhar e não vão sair deste quadro", acrescentou.
A APEMIP não dispõe ainda de valores relativos à procura e à venda de imóveis no Montijo, na sequência do anúncio do Governo de que a base aérea n.º 6 é a solução que aparenta maior viabilidade para acolher um aeroporto civil.
João Pessoa e Costa explica que ainda "é prematuro" dispor desses números, lembrando que a decisão final quanto à localização do futuro aeroporto civil ainda não foi tomada, apesar de haver uma certeza.
"Sabe-se que o novo aeroporto se situará na Área Metropolitana da Lisboa e, portanto, o impacto que essa nova infraestrutura terá na atividade económica é sempre relevante e atendível", reiterou o presidente da assembleia-geral da APEMIP, constituída em 2004.
Alguns agentes imobiliários têm admitido à comunicação social um aumento de 10% no preço das casas.
João Pessoa e Costa espera que a nova infraestrutura venha a servir, principalmente, a cidade de Lisboa e o turismo.
"De facto, os números do crescimento do turismo são importantes. O efeito multiplicador que têm o turismo e o setor imobiliário sobre outras atividades é absolutamente relevante e tudo isso são aspetos que são de saudar por esta decisão", concluiu.
Na quarta-feira é assinado um memorando de entendimento entre o Governo e a ANA -- Aeroportos de Portugal para o aprofundamento de estudos acerca da construção de um aeroporto no Montijo, no distrito de Setúbal.
Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o Governo acordou com a ANA a necessidade de aprofundar o estudo relativamente à solução que aparenta viabilidade, que é a do Montijo.
"Mas é uma viabilidade que está condicionada ainda a dados que só poderemos ter no final do ano, designadamente sobre o impacto de ser uma zona de migração de pássaros", frisou então António Costa.

"Qualquer infraestrutura aeroportuária terá sempre impacto no setor imobiliário: é necessário construir novas instalações, é necessário que no ambiente que se gera à volta do aeroporto haja novas instalações, novos equipamentos e novas situações de habitação e de comércio", afirmou à Lusa o presidente da assembleia-geral da APEMIP, João Pessoa e Costa, acrescentando que os aeroportos são hoje "grandes centros comerciais".

Confrontado com a eventual especulação imobiliária no Montijo e arredores, como aconteceu com Alcochete aquando do anúncio da construção nesse concelho de um aeroporto de raiz -- o que acabou por nunca acontecer -, o responsável afastou preocupações: "Não temo. Penso que o mercado imobiliário está muito profissional. Há sempre momentos de algum pico [de preços], mas depois passam rapidamente", afirmou.

"Os clientes nacionais e os clientes estrangeiros apercebem-se de que a cidade de Lisboa oferece sobretudo estabilidade, segurança, e, portanto, em termos de preços também penso que é isso que vão acompanhar e não vão sair deste quadro", acrescentou.

A APEMIP não dispõe ainda de valores relativos à procura e à venda de imóveis no Montijo, na sequência do anúncio do Governo de que a base aérea n.º 6 é a solução que aparenta maior viabilidade para acolher um aeroporto civil.

João Pessoa e Costa explica que ainda "é prematuro" dispor desses números, lembrando que a decisão final quanto à localização do futuro aeroporto civil ainda não foi tomada, apesar de haver uma certeza.

"Sabe-se que o novo aeroporto se situará na Área Metropolitana da Lisboa e, portanto, o impacto que essa nova infraestrutura terá na atividade económica é sempre relevante e atendível", reiterou o presidente da assembleia-geral da APEMIP, constituída em 2004.

Alguns agentes imobiliários têm admitido à comunicação social um aumento de 10% no preço das casas.

João Pessoa e Costa espera que a nova infraestrutura venha a servir, principalmente, a cidade de Lisboa e o turismo.

"De facto, os números do crescimento do turismo são importantes. O efeito multiplicador que têm o turismo e o setor imobiliário sobre outras atividades é absolutamente relevante e tudo isso são aspetos que são de saudar por esta decisão", concluiu.

Na quarta-feira é assinado um memorando de entendimento entre o Governo e a ANA -- Aeroportos de Portugal para o aprofundamento de estudos acerca da construção de um aeroporto no Montijo, no distrito de Setúbal.

Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o Governo acordou com a ANA a necessidade de aprofundar o estudo relativamente à solução que aparenta viabilidade, que é a do Montijo.

"Mas é uma viabilidade que está condicionada ainda a dados que só poderemos ter no final do ano, designadamente sobre o impacto de ser uma zona de migração de pássaros", frisou então António Costa.


Vendas no mercado imobiliário cresceram 50% nos dois últimos anos
Data: Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017
Fonte: casayes.pt

O mercado imobiliário em Portugal cresceu cerca de 50% nos últimos dois anos, apresentado uma dinâmica positiva em 2016 com um aumento entre 20% a 25% nas transações de alojamentos familiares.

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Vendas no mercado imobiliário cresceram 50% nos dois últimos anos
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

O mercado imobiliário em Portugal cresceu cerca de 50% nos últimos dois anos, apresentado uma dinâmica positiva em 2016 com um aumento entre 20% a 25% nas transações de alojamentos familiares.

De acordo com as estimativas do gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o crescimento de todas as transações imobiliárias no país (urbanas, rúticas e mistas) situou-se entre 20% e 25% em 2016.
A APEMIP estima que em 2017 o mercado imobiliário português assista a um crescimento na ordem dos 30%, salienta no comunicado.
Segundo o presidente da APEMIP, Luís Lima, estes números, "apesar de positivos, ficam aquém da expetativa" inicialmente avançada.
"A minha estimativa de crescimento para o ano de 2016 rondava os 30 a 35% o que não aconteceu devido a algumas situações que provocaram retração e desconfiança junto dos investidores", disse.
O dirigente refere-se ao anúncio da criação de um novo imposto sobre o património, o adicional ao IMI - Imposto Municipal sobre os Imóveis, e ao problema de credibilidade que se está a criar devido aos atrasos na concessão de vistos de residência, ao abrigo do programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Vistos Gold).
O atraso na concessão dos vistos de residência "está a espantar", nomeadamente os investidores chineses, que desconfiam da transparência e segurança deste mecanismo, referiu Luís Lima.
"Se não fossem estes dois casos, creio que o crescimento teria sido ainda maior", disse.
O representante das imobiliárias acredita que 2017 reúne todas as condições para ser um ano melhor que 2016.
"A retoma do sector imobiliário está mais do que estabelecida e é um mercado com enorme potencial de valorização e de descentralização do investimento nacional e estrangeiro para outras regiões do país, continuando a haver uma aposta na reabilitação urbana para recolocação destes imóveis no mercado, através do arrendamento urbano ou do alojamento local", salientou.
No entanto, "é necessário que este mercado possa funcionar normalmente, sem sobressaltos que possam ser introduzidos por eventuais medidas que afetem a credibilidade que o mercado imobiliário deve ter", advertiu.

De acordo com as estimativas do gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o crescimento de todas as transações imobiliárias no país (urbanas, rúticas e mistas) situou-se entre 20% e 25% em 2016.

A APEMIP estima que em 2017 o mercado imobiliário português assista a um crescimento na ordem dos 30%, salienta no comunicado.

Segundo o presidente da APEMIP, Luís Lima, estes números, "apesar de positivos, ficam aquém da expetativa" inicialmente avançada.

"A minha estimativa de crescimento para o ano de 2016 rondava os 30 a 35% o que não aconteceu devido a algumas situações que provocaram retração e desconfiança junto dos investidores", disse.

O dirigente refere-se ao anúncio da criação de um novo imposto sobre o património, o adicional ao IMI - Imposto Municipal sobre os Imóveis, e ao problema de credibilidade que se está a criar devido aos atrasos na concessão de vistos de residência, ao abrigo do programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Vistos Gold).

O atraso na concessão dos vistos de residência "está a espantar", nomeadamente os investidores chineses, que desconfiam da transparência e segurança deste mecanismo, referiu Luís Lima.

"Se não fossem estes dois casos, creio que o crescimento teria sido ainda maior", disse.

O representante das imobiliárias acredita que 2017 reúne todas as condições para ser um ano melhor que 2016.

"A retoma do sector imobiliário está mais do que estabelecida e é um mercado com enorme potencial de valorização e de descentralização do investimento nacional e estrangeiro para outras regiões do país, continuando a haver uma aposta na reabilitação urbana para recolocação destes imóveis no mercado, através do arrendamento urbano ou do alojamento local", salientou.

No entanto, "é necessário que este mercado possa funcionar normalmente, sem sobressaltos que possam ser introduzidos por eventuais medidas que afetem a credibilidade que o mercado imobiliário deve ter", advertiu.


Concedidos 4.202 vistos gold desde 2012. Já renderam 2,5 mil milhões de euros
Data: Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Já foram concedidos mais de 4.000 vistos gold a estrangeiros, que renderam 2,5 mil milhões de euros, desde a criação da Autorização de Residência para Atividade de Investimento (ARI) – um programa conhecido como golden visa/vistos gold –, em 2012. A grande maioria foi atribuída a chineses e em 2016 a concessão de vistos quase duplicou face a 2015.

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Concedidos 4.202 vistos gold desde 2012. Já renderam 2,5 mil milhões de euros
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017

Já foram concedidos mais de 4.000 vistos gold a estrangeiros, que renderam 2,5 mil milhões de euros, desde a criação da Autorização de Residência para Atividade de Investimento (ARI) – um programa conhecido como golden visa/vistos gold –, em 2012. A grande maioria foi atribuída a chineses e em 2016 a concessão de vistos quase duplicou face a 2015.

Segundo a Lusa, que se apoia em dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), desde a sua criação, 8 de outubro de 2012, até 31 de dezembro de 2016, foram atribuídos 4.202 vistos gold: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015 e 1.414 em 2016.
Os chineses lideram a lista de interessados (3.050 vistos concedidos). Seguem-se cidadãos brasileiros (247), russos (148), sul-africanos (137) e libaneses (72).
No que diz respeito ao investimento conseguido através dos vistos gold, totaliza 2,5 mil milhões de euros, dos quais cerca de 251 milhões de euros foram obtidos através de transferência de capital e 2,3 mil milhões através da aquisição de bens imóveis – compra de casas que custem pelo menos 500.000 euros.
De referir que dos 4.202 vistos gold atribuídos até ao final do ano passado, a maioria – 3.964 – foi por via da aquisição de imóveis, sendo que 232 foi através de transferência de capital e seis através da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.
Os vistos gold foram criados em 2012, mas a partir de setembro de 2015 entraram em vigor novas regras para a sua obtenção, nomeadamente o alargamento dos critérios de investimento para cidadãos fora da UE a áreas como reabilitação urbana e ciência.

Segundo a Lusa, que se apoia em dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), desde a sua criação, 8 de outubro de 2012, até 31 de dezembro de 2016, foram atribuídos 4.202 vistos gold: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015 e 1.414 em 2016.

Os chineses lideram a lista de interessados (3.050 vistos concedidos). Seguem-se cidadãos brasileiros (247), russos (148), sul-africanos (137) e libaneses (72).

No que diz respeito ao investimento conseguido através dos vistos gold, totaliza 2,5 mil milhões de euros, dos quais cerca de 251 milhões de euros foram obtidos através de transferência de capital e 2,3 mil milhões através da aquisição de bens imóveis – compra de casas que custem pelo menos 500.000 euros.

De referir que dos 4.202 vistos gold atribuídos até ao final do ano passado, a maioria – 3.964 – foi por via da aquisição de imóveis, sendo que 232 foi através de transferência de capital e seis através da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

Os vistos gold foram criados em 2012, mas a partir de setembro de 2015 entraram em vigor novas regras para a sua obtenção, nomeadamente o alargamento dos critérios de investimento para cidadãos fora da UE a áreas como reabilitação urbana e ciência.


APEMIP antecipa crescimento de 30% no mercado imobiliário em 2017
Data: Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
Fonte: casayes.pt

À boleia de um bom ano no Turismo, Luís Lima, presidente da APEMIP, antecipa um crescimento de 30% do mercado imobiliário. Mas deixa o recado ao Governo: é preciso agilizar os vistos 'gold'.

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APEMIP antecipa crescimento de 30% no mercado imobiliário em 2017
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

À boleia de um bom ano no Turismo, Luís Lima, presidente da APEMIP, antecipa um crescimento de 30% do mercado imobiliário. Mas deixa o recado ao Governo: é preciso agilizar os vistos 'gold'.

O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, antecipa um crescimento de 30% no mercado imobiliário para 2017, à boleia de um bom ano no turismo. Mas deixa o alerta ao Governo ainda assim é preciso agilizar os processos de vistos ‘gold’.
“Prevejo [um crescimento de] 30%. Se o Estado não fizer asneiras, se deixar o mercado funcionar, vamos crescer, porque Portugal está com um potencial enorme. Vai ser um bom ano para o turismo, pelo que vai ser bom para nós”, indicou Luís Lima, em entrevista à Lusa, recordando que o turista em Portugal “gosta de se fidelizar e adquire imobiliário”.
“O imobiliário ajuda o turismo porque mantém o turista mais tempo”, defendeu.
Com o setor em alta, o responsável admitiu a abertura de novas imobiliárias e espera que o setor cresça sobretudo com empresas licenciadas.
“À medida que há recuperação económica, um grupo de empresas pequeninas cresce muito facilmente, quando há uma crise económica também desaparecem muito facilmente”, disse Luís Lima, antecipando que algumas ruas no Algarve se voltem a encher de mediadores.
Acerca do alojamento local, Luís Lima considera que ajudou à reabilitação das cidades e, se houve casas a migrarem para os arrendamentos de curta duração, é porque “não houve trabalho de casa na criação de incentivos fiscais para tornar o arrendamento tradicional mais compensador”.
Governo tem que agilizar os vistos ‘gold’
O tema dos vistos ‘gold’ foi também focado. Luís Lima diz que o Governo tem que agilizar os processos de vistos ‘gold’ sob o risco do país ficar sem investimento, sobretudo chinês.
“Espero que no espaço de um mês o Governo português tome uma decisão sobre esta questão, porque precisamos deste investimento como de pão para a boca até porque o investimento chinês atinge proporções mais elevadas”, afirmou o dirigente da APEMIP.
O “Governo tem de exigir responsabilidades” sobre processos que não avançam, defendeu o dirigente em entrevista à agência Lusa, referindo que desde o “célebre escândalo, muita gente foge” por recear más interpretações.
O processo dos vistos ‘gold’, cujo julgamento, em que é arguido o ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo, arranca a 13 de fevereiro, depois de ter estado inicialmente marcado para 10 de janeiro.
Esta investigação está relacionada com a aquisição de vistos por cidadãos estrangeiros interessados em investir e residir em Portugal, estando em causa indícios de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influência.
“Já não chegam só palavras, o Governo tem de agir”, disse o líder da APEMIP, resumindo ser “essencial e imprescindível recuperar os investidores chineses”.
Luís Lima recordou que em setembro chamou atenção para a questão da diminuição das autorizações de residência para a atividade de investimento (ARI) a cidadãos chineses e considerou que a situação “não foi mais terrível”, porque foi atenuada por investimento brasileiro e francês.
“Os maiores investidores mundiais em imobiliário são chineses”, notou Luís Lima, que admite deixar a China de fora das suas deslocações profissionais por achar que “pode não ter condições para vender o país”.

O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, antecipa um crescimento de 30% no mercado imobiliário para 2017, à boleia de um bom ano no turismo. Mas deixa o alerta ao Governo ainda assim é preciso agilizar os processos de vistos ‘gold’.

“Prevejo [um crescimento de] 30%. Se o Estado não fizer asneiras, se deixar o mercado funcionar, vamos crescer, porque Portugal está com um potencial enorme. Vai ser um bom ano para o turismo, pelo que vai ser bom para nós”, indicou Luís Lima, em entrevista à Lusa, recordando que o turista em Portugal “gosta de se fidelizar e adquire imobiliário”.

“O imobiliário ajuda o turismo porque mantém o turista mais tempo”, defendeu.

Com o setor em alta, o responsável admitiu a abertura de novas imobiliárias e espera que o setor cresça sobretudo com empresas licenciadas.

“À medida que há recuperação económica, um grupo de empresas pequeninas cresce muito facilmente, quando há uma crise económica também desaparecem muito facilmente”, disse Luís Lima, antecipando que algumas ruas no Algarve se voltem a encher de mediadores.

Acerca do alojamento local, Luís Lima considera que ajudou à reabilitação das cidades e, se houve casas a migrarem para os arrendamentos de curta duração, é porque “não houve trabalho de casa na criação de incentivos fiscais para tornar o arrendamento tradicional mais compensador”.

Governo tem que agilizar os vistos ‘gold’

O tema dos vistos ‘gold’ foi também focado. Luís Lima diz que o Governo tem que agilizar os processos de vistos ‘gold’ sob o risco do país ficar sem investimento, sobretudo chinês.

“Espero que no espaço de um mês o Governo português tome uma decisão sobre esta questão, porque precisamos deste investimento como de pão para a boca até porque o investimento chinês atinge proporções mais elevadas”, afirmou o dirigente da APEMIP.

O “Governo tem de exigir responsabilidades” sobre processos que não avançam, defendeu o dirigente em entrevista à agência Lusa, referindo que desde o “célebre escândalo, muita gente foge” por recear más interpretações.

O processo dos vistos ‘gold’, cujo julgamento, em que é arguido o ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo, arranca a 13 de fevereiro, depois de ter estado inicialmente marcado para 10 de janeiro.

Esta investigação está relacionada com a aquisição de vistos por cidadãos estrangeiros interessados em investir e residir em Portugal, estando em causa indícios de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influência.

“Já não chegam só palavras, o Governo tem de agir”, disse o líder da APEMIP, resumindo ser “essencial e imprescindível recuperar os investidores chineses”.

Luís Lima recordou que em setembro chamou atenção para a questão da diminuição das autorizações de residência para a atividade de investimento (ARI) a cidadãos chineses e considerou que a situação “não foi mais terrível”, porque foi atenuada por investimento brasileiro e francês.

“Os maiores investidores mundiais em imobiliário são chineses”, notou Luís Lima, que admite deixar a China de fora das suas deslocações profissionais por achar que “pode não ter condições para vender o país”.


Governo cria portal especializado em imobiliário público
Data: Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Diploma que estabelece as bases para a criação do portal de imobiliário foi hoje publicado em Diário da República.

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Governo cria portal especializado em imobiliário público
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

Diploma que estabelece as bases para a criação do portal de imobiliário foi hoje publicado em Diário da República.

O Governo lançou as bases para a criação de um novo portal especializado em imobiliário público para centralizar a informação dos edifícios do Estado disponíveis para a instalação de serviços públicos e para rentabilização.
A criação do portal, que foi hoje publicada em Diário da República, surge no âmbito do programa SIMPLEX +2016 e a iniciativa inclui a “desmaterialização das interações a que legalmente os serviços públicos se encontram sujeitos em matéria patrimonial e de gestão de instalações”.
“No âmbito do programa SIMPLEX + 2016 pretende-se criar um portal especializado em imobiliário público que centralize e apresente informação sobre os imóveis do Estado disponíveis para a instalação de serviços públicos (área disponível à administração pública) e para rentabilização (área disponível aos cidadãos e às empresas)”, segundo o diploma. 
O Governo vai agora avançar com um “levantamento dos imóveis existentes, estabelecer os requisitos funcionais de tal portal e promover todas as ações subsequentes para a dinamização e aproveitamento do imobiliário público”, numa medida executada em colaboração com a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

O Governo lançou as bases para a criação de um novo portal especializado em imobiliário público para centralizar a informação dos edifícios do Estado disponíveis para a instalação de serviços públicos e para rentabilização.

A criação do portal, que foi hoje publicada em Diário da República, surge no âmbito do programa SIMPLEX +2016 e a iniciativa inclui a “desmaterialização das interações a que legalmente os serviços públicos se encontram sujeitos em matéria patrimonial e de gestão de instalações”.

“No âmbito do programa SIMPLEX + 2016 pretende-se criar um portal especializado em imobiliário público que centralize e apresente informação sobre os imóveis do Estado disponíveis para a instalação de serviços públicos (área disponível à administração pública) e para rentabilização (área disponível aos cidadãos e às empresas)”, segundo o diploma. 

O Governo vai agora avançar com um “levantamento dos imóveis existentes, estabelecer os requisitos funcionais de tal portal e promover todas as ações subsequentes para a dinamização e aproveitamento do imobiliário público”, numa medida executada em colaboração com a Associação Nacional de Municípios Portugueses.


Estrangeiros compram cada vez mais casas em portugal
Data: Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Vinha apenas por seis meses mas já lá vão sete anos com Portugal na morada. A trabalhar numa empresa que lhe permite escolher a cidade que lhe vai servir de escritório, foi fácil pôr Lisboa no topo das prioridades. «Já cá tinha vindo de férias duas vezes e fiquei sempre com vontade de passar cá mais tempo», conta ao SOL. 

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Estrangeiros compram cada vez mais casas em portugal
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

Vinha apenas por seis meses mas já lá vão sete anos com Portugal na morada. A trabalhar numa empresa que lhe permite escolher a cidade que lhe vai servir de escritório, foi fácil pôr Lisboa no topo das prioridades. «Já cá tinha vindo de férias duas vezes e fiquei sempre com vontade de passar cá mais tempo», conta ao SOL. 

Pode dizer-se que, em pouco tempo, Romain conheceu a cidade ao pormenor: viveu na Graça, Mouraria e Lapa, antes de escolher o Bairro das Colónias como seu. Passou sempre por casas arrendadas até ao momento em que uma folga financeira e uma rápida análise do mercado imobiliário o levaram à conclusão de que em Portugal compensa comprar. «Principalmente em 2009, quando cheguei, a diferença de preços face a Paris era brutal». Investiu 140 mil euros num T3, que acabou por vender mais tarde, quando o vizinho de cima transformou o andar num hotel.
A valorização de uma zona de Lisboa que fez despoletar a abertura de alojamentos para turistas foi a mesma que ajudou Romain a fazer um bom negócio. Em pouco tempo, o apartamento passou a valer 180 mil euros, dinheiro que o ajudou a investir num novo espaço, também T3 e também no Bairro das Colónias, por 240 mil euros. «Sou da opinião de que, quando há dinheiro, mais vale investir do que tê-lo no banco», conta Romain. Com 32 anos, acredita que pertence a uma geração que só não investe mais porque não pode. «Não é falta de vontade, é mesmo a diferença definida por quem consegue ou não pedir um empréstimo ao banco», continua.
Além dos fatores mais pessoais como a namorada, os amigos e um trabalho na área, a lista de razões apontadas por Romain para escolher Lisboa para viver (e investir) podia ser replicada pelos milhares de estrangeiros que vivem em Portugal. Bom tempo, pessoas simpáticas – «que te sorriem na rua e param para falar», lembra Romain – e bons espaços culturais.
Derek, apesar de estar a mais de 250km de distância, replica os motivos, acrescentando apenas mais um: «Portugal tem as praias mais incríveis que alguma vez vi».
O irlandês de 44 anos escolheu Vilamoura para viver, aproveitando para trazer consigo a tradição do país em forma de irish pub, que gere há oito anos em plena marina. Ainda que de outra forma, acabou por cumprir outra tradição irlandesa, que leva a maioria a comprar casa em vez de arrendar. O T4 que alberga a mulher, Kelly, e os três filhos custou 700 mil euros, negócio que lhe pareceu vantajoso. «Os preços de Dublin são parecidos com os de Lisboa, mas os hábitos são diferentes», refere. Derek acredita que é a falta de dinheiro para investir que leva os portugueses a preferir arrendar. «Já na Irlanda», explica, «o ato de comprar uma casa é bastante natural, até porque é sempre melhor investir em algo que dê retorno».
Setor imobiliário a crescer
Casos como o de Romain e Derek, ainda que em segmentos diferentes, ajudam a compreender o cenário de crescimento do setor imobiliário em Portugal. Os dados mais recentes fornecidos pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) são relativos a 2014 e dão conta de que, nesse ano, uma em cada cinco casas vendidas em Portugal foi comprada por estrangeiros. Só no primeiro semestre, 10.040 cidadãos estrangeiros investiram no imobiliário português, o que representa cerca de 21% do total das transações imobiliárias registadas no país naquele período.
Luís Lima, presidente da associação, aponta a «credibilidade do imobiliário e o seu potencial de valorização» como os principais fatores que levam os estrangeiros a escolher Portugal, aos quais junta características naturais ligadas à «qualidade de vida, clima, gastronomia e segurança».
Este crescimento foi traduzido em números pelas imobiliárias contactadas pelo SOL. A ERA, por exemplo, viu o seu volume de negócios crescer 37% no último ano, com 20% das vendas totais feitas a estrangeiros. Segundo o CEO da empresa, Miguel Poison, são os ingleses e os franceses a disputar o primeiro lugar no ranking de fãs de Portugal, que se vão dividindo, maioritariamente, por Lisboa, Porto e Algarve.
Num segmento de luxo, a imobiliária Quintela e Penalva tem já 14% do investimento vindo do estrangeiro. Como exemplo, a empresa escolhe o condomínio Castilho 69, na rua com o mesmo nome, em Lisboa, que apesar de estar pronto apenas em 2017, já pertence a uma promotora de capitais americanos, representando um investimento de 5 milhões de euros.
Um país cheio de vantagens
Em Portugal há 5.653 estrangeiros a quem foi concedido o estatuto de residente não habitual (RNH), o que lhes dá direito a ficar isento de IRS (se forem reformados) ou a pagar uma taxa de IRS de apenas 20%. Os dados são do Ministério das Finanças e foram divulgados a semana passada pelo Diário de Notícias. Este regime fiscal permite que reformados estrangeiros não paguem IRS nem cá, nem no país de origem, e que profissionais altamente qualificados fiquem a pagar uma taxa de IRS de 20%.
Luís Lima, da APEMIP, aponta este programa como um dos mais atrativos e, apesar de existirem outros países com práticas semelhantes, refere que o imobiliário português se distingue pela credibilidade do valor dos seus ativos e a sua tendência crescente para a valorização.
«Este fator, aliado ao facto de não termos passado por uma bolha imobiliária, a qualidade da nossa construção e as potencialidades que se abrem em mercados como a reabilitação urbana, o arrendamento urbano e o turismo residencial tornam o nosso imobiliário atrativo e um bom refúgio para os investimentos», explica ao SOL.
Quanto à atribuição dos vistos gold, outra forma de atrair investimento estrangeiro, o responsável lembra que este foi um processo que passou por uma fase de quase estagnação, «devido a meras questões burocráticas ou administrativas». Luís Lima acredita que o novo executivo assumiu o objetivo de retomar o ritmo da concessão de autorizações de residência mediante investimento, tendo fevereiro registando um total de 144 vistos concedidos, o melhor número desde novembro de 2014.
De acordo com os dados da APEMIP, até 29 de fevereiro de 2016 foram concedidas 2.997 autorizações de residência para atividade de investimento, das quais 2.833 por via do requisito da aquisição de bens imóveis. Em termos de investimento total, desde a sua criação, os vistos gold, lembra a associação, já trouxeram para Portugal cerca de 1,8 mil milhões de euros, sendo que a aquisição de imóveis supera já os 1,6 mil milhões de euros.

Pode dizer-se que, em pouco tempo, Romain conheceu a cidade ao pormenor: viveu na Graça, Mouraria e Lapa, antes de escolher o Bairro das Colónias como seu. Passou sempre por casas arrendadas até ao momento em que uma folga financeira e uma rápida análise do mercado imobiliário o levaram à conclusão de que em Portugal compensa comprar. «Principalmente em 2009, quando cheguei, a diferença de preços face a Paris era brutal». Investiu 140 mil euros num T3, que acabou por vender mais tarde, quando o vizinho de cima transformou o andar num hotel.

A valorização de uma zona de Lisboa que fez despoletar a abertura de alojamentos para turistas foi a mesma que ajudou Romain a fazer um bom negócio. Em pouco tempo, o apartamento passou a valer 180 mil euros, dinheiro que o ajudou a investir num novo espaço, também T3 e também no Bairro das Colónias, por 240 mil euros. «Sou da opinião de que, quando há dinheiro, mais vale investir do que tê-lo no banco», conta Romain. Com 32 anos, acredita que pertence a uma geração que só não investe mais porque não pode. «Não é falta de vontade, é mesmo a diferença definida por quem consegue ou não pedir um empréstimo ao banco», continua.

Além dos fatores mais pessoais como a namorada, os amigos e um trabalho na área, a lista de razões apontadas por Romain para escolher Lisboa para viver (e investir) podia ser replicada pelos milhares de estrangeiros que vivem em Portugal. Bom tempo, pessoas simpáticas – «que te sorriem na rua e param para falar», lembra Romain – e bons espaços culturais.

Derek, apesar de estar a mais de 250km de distância, replica os motivos, acrescentando apenas mais um: «Portugal tem as praias mais incríveis que alguma vez vi».

O irlandês de 44 anos escolheu Vilamoura para viver, aproveitando para trazer consigo a tradição do país em forma de irish pub, que gere há oito anos em plena marina. Ainda que de outra forma, acabou por cumprir outra tradição irlandesa, que leva a maioria a comprar casa em vez de arrendar. O T4 que alberga a mulher, Kelly, e os três filhos custou 700 mil euros, negócio que lhe pareceu vantajoso. «Os preços de Dublin são parecidos com os de Lisboa, mas os hábitos são diferentes», refere. Derek acredita que é a falta de dinheiro para investir que leva os portugueses a preferir arrendar. «Já na Irlanda», explica, «o ato de comprar uma casa é bastante natural, até porque é sempre melhor investir em algo que dê retorno».

Setor imobiliário a crescer

Casos como o de Romain e Derek, ainda que em segmentos diferentes, ajudam a compreender o cenário de crescimento do setor imobiliário em Portugal. Os dados mais recentes fornecidos pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) são relativos a 2014 e dão conta de que, nesse ano, uma em cada cinco casas vendidas em Portugal foi comprada por estrangeiros. Só no primeiro semestre, 10.040 cidadãos estrangeiros investiram no imobiliário português, o que representa cerca de 21% do total das transações imobiliárias registadas no país naquele período.

Luís Lima, presidente da associação, aponta a «credibilidade do imobiliário e o seu potencial de valorização» como os principais fatores que levam os estrangeiros a escolher Portugal, aos quais junta características naturais ligadas à «qualidade de vida, clima, gastronomia e segurança».

Este crescimento foi traduzido em números pelas imobiliárias contactadas pelo SOL. A ERA, por exemplo, viu o seu volume de negócios crescer 37% no último ano, com 20% das vendas totais feitas a estrangeiros. Segundo o CEO da empresa, Miguel Poison, são os ingleses e os franceses a disputar o primeiro lugar no ranking de fãs de Portugal, que se vão dividindo, maioritariamente, por Lisboa, Porto e Algarve.

Num segmento de luxo, a imobiliária Quintela e Penalva tem já 14% do investimento vindo do estrangeiro. Como exemplo, a empresa escolhe o condomínio Castilho 69, na rua com o mesmo nome, em Lisboa, que apesar de estar pronto apenas em 2017, já pertence a uma promotora de capitais americanos, representando um investimento de 5 milhões de euros.

Um país cheio de vantagens

Em Portugal há 5.653 estrangeiros a quem foi concedido o estatuto de residente não habitual (RNH), o que lhes dá direito a ficar isento de IRS (se forem reformados) ou a pagar uma taxa de IRS de apenas 20%. Os dados são do Ministério das Finanças e foram divulgados a semana passada pelo Diário de Notícias. Este regime fiscal permite que reformados estrangeiros não paguem IRS nem cá, nem no país de origem, e que profissionais altamente qualificados fiquem a pagar uma taxa de IRS de 20%.

Luís Lima, da APEMIP, aponta este programa como um dos mais atrativos e, apesar de existirem outros países com práticas semelhantes, refere que o imobiliário português se distingue pela credibilidade do valor dos seus ativos e a sua tendência crescente para a valorização.

«Este fator, aliado ao facto de não termos passado por uma bolha imobiliária, a qualidade da nossa construção e as potencialidades que se abrem em mercados como a reabilitação urbana, o arrendamento urbano e o turismo residencial tornam o nosso imobiliário atrativo e um bom refúgio para os investimentos», explica ao SOL.

Quanto à atribuição dos vistos gold, outra forma de atrair investimento estrangeiro, o responsável lembra que este foi um processo que passou por uma fase de quase estagnação, «devido a meras questões burocráticas ou administrativas». Luís Lima acredita que o novo executivo assumiu o objetivo de retomar o ritmo da concessão de autorizações de residência mediante investimento, tendo fevereiro registando um total de 144 vistos concedidos, o melhor número desde novembro de 2014.

De acordo com os dados da APEMIP, até 29 de fevereiro de 2016 foram concedidas 2.997 autorizações de residência para atividade de investimento, das quais 2.833 por via do requisito da aquisição de bens imóveis. Em termos de investimento total, desde a sua criação, os vistos gold, lembra a associação, já trouxeram para Portugal cerca de 1,8 mil milhões de euros, sendo que a aquisição de imóveis supera já os 1,6 mil milhões de euros.


Licenças para recuperar casas voltam a subir passado cinco anos
Data: Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Pela primeira vez nos últimos cinco anos, em 2016 assistiu-se a um aumento do número de licenças nas obras de reabilitação. Construtoras acreditam que 2017 pode ser o momento de viragem do sector.

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Licenças para recuperar casas voltam a subir passado cinco anos
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Pela primeira vez nos últimos cinco anos, em 2016 assistiu-se a um aumento do número de licenças nas obras de reabilitação. Construtoras acreditam que 2017 pode ser o momento de viragem do sector.

O ciclo de profundo ajustamento que tem vindo a enfrentar o sector da construção começa a dar sinais de alívio. A braços com uma crise sem precedentes, enfrentando sucessivas quebras no investimento público (na ordem dos 55,6% desde 2011), agravadas com a situação que se vive nos mercados internacionais (onde uma grande parte das empresas portuguesas tinham uma presença histórica), as notícias dos últimos anos têm sido de insolvências, despedimentos e dificuldades.
Em 2016, e olhando para as estimativas, ainda não se poderá falar de retoma. Mas há uma inversão de ciclo. “Este pode ser um momento de viragem”, sintetiza o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), Manuel Reis Campos.
Na área da reabilitação urbana, e pela primeira vez em cinco anos, volta-se a assistir a um aumento no número de licenças, tanto para habitação familiar como para outros edifícios. As estimativas apontam para que, o ano passado, tenham sido licenciadas 5701 obras de reabilitação, o que traduz um aumento de 5% face às 5435 licenças emitidas em 2015. 
Em termos globais, o mercado imobiliário evoluiu positivamente: o número de transacções deverá ter registado o ano passado uma subida de 20%, muito impulsionado pelo investimento estrangeiro e por programas como os vistos gold e o regime fiscal dos residentes não habituais. O investimento estrangeiro já representa 22% do total nacional com um investimento em imobiliário nacional de 4,02 mil milhões de euros. Também os fogos novos licenciados deverão registar um aumento de 39%, perfazendo um total de 1100 habitações novas - sendo que é o segmento habitacional que está a crescer (mais de 13% face a 2015).
O mercado não residencial deve manter uma taxa de variação negativa pelo sexto ano consecutivo, em termos de emissão de licenças. Mas, o volume de investimento em imobiliário comercial foi o segundo mais alto de sempre, a rondar os 1,3 mil milhões de euros. Segundo a consultora Cushman & Wakefield, perspectiva-se que, este ano, chegue aos 2000 milhões. 
“O ano de 2016 foi aquele em que estagnaram alguns elementos negativos que têm vindo a perseguir o sector. As empresas foram obrigadas a ajustar-se, a redimensionar-se, num processo muito doloroso”, recorda Manuel Reis Campos, que lamenta que no segmento das obras públicas, o investimento continue em queda. Contudo, diz que o renovado interesse no mercado imobiliário e na reabilitação urbana começa a aliviar as cores demasiado carregadas com que se tem pintado o horizonte do sector.
“Acreditamos que o turismo se vai manter em alta e a procura ainda vai aumentar, e que os investidores estrangeiros continuarão interessados em comprar as melhores peças que o nosso mercado tem - o que coincide com a política de atenção do património por parte da banca”, argumenta. O anúncio feito pelo primeiro-ministro, António Costa, sobre a política de cidades e a habitação como prioridades estratégicas para 2017 vem, no entender do presidente da CPCI, marcar o compromisso político que faltava para que este ano marque “definitivamente o início de um novo ciclo”. “Estamos ainda longe de assistir a uma recuperação com a intensidade e a abrangência territorial que são necessárias, mas podemos afirmar que, pelo menos no que diz respeito ao mercado imobiliário, estamos a caminhar no sentido correcto”, sintetiza.
Já no segmento das obras públicas, o nível de investimento mantém-se “a níveis impensáveis e totalmente insustentáveis”, acusa o presidente da Confederação.
Os números de 2016 indicam que o montante total resultante dos anúncios de lançamento de concursos de obras públicas deverá ascender a 1640 milhões de euros, valor que é 33% superior ao apurado em 2015. E no número de contratos celebrados também há um aumento face a 2015, de 11%, para um total de 1330 milhões de euros. Tratam-se, ainda assim, de valores próximos dos mínimos históricos registados em 2015. A CPCI destaca ainda que a diferença entre concursos públicos promovidos e respectivos contratos celebrados continua a aumentar: em 2016 esse diferencial deve superar os 938 milhões de euros.
Em cinco anos, houve quase cinco mil milhões de euros lançados em concurso de obras públicas que acabaram por não ser entregues a ninguém. Para Reis Campos, o primeiro trimestre de 2017 será “decisivo” para confirmar se o sector vai ou não protagonizar a tão desejada inversão no ciclo.

O ciclo de profundo ajustamento que tem vindo a enfrentar o sector da construção começa a dar sinais de alívio. A braços com uma crise sem precedentes, enfrentando sucessivas quebras no investimento público (na ordem dos 55,6% desde 2011), agravadas com a situação que se vive nos mercados internacionais (onde uma grande parte das empresas portuguesas tinham uma presença histórica), as notícias dos últimos anos têm sido de insolvências, despedimentos e dificuldades.

Em 2016, e olhando para as estimativas, ainda não se poderá falar de retoma. Mas há uma inversão de ciclo. “Este pode ser um momento de viragem”, sintetiza o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), Manuel Reis Campos.

Na área da reabilitação urbana, e pela primeira vez em cinco anos, volta-se a assistir a um aumento no número de licenças, tanto para habitação familiar como para outros edifícios. As estimativas apontam para que, o ano passado, tenham sido licenciadas 5701 obras de reabilitação, o que traduz um aumento de 5% face às 5435 licenças emitidas em 2015. 

Em termos globais, o mercado imobiliário evoluiu positivamente: o número de transacções deverá ter registado o ano passado uma subida de 20%, muito impulsionado pelo investimento estrangeiro e por programas como os vistos gold e o regime fiscal dos residentes não habituais. O investimento estrangeiro já representa 22% do total nacional com um investimento em imobiliário nacional de 4,02 mil milhões de euros. Também os fogos novos licenciados deverão registar um aumento de 39%, perfazendo um total de 1100 habitações novas - sendo que é o segmento habitacional que está a crescer (mais de 13% face a 2015).

O mercado não residencial deve manter uma taxa de variação negativa pelo sexto ano consecutivo, em termos de emissão de licenças. Mas, o volume de investimento em imobiliário comercial foi o segundo mais alto de sempre, a rondar os 1,3 mil milhões de euros. Segundo a consultora Cushman & Wakefield, perspectiva-se que, este ano, chegue aos 2000 milhões. 

“O ano de 2016 foi aquele em que estagnaram alguns elementos negativos que têm vindo a perseguir o sector. As empresas foram obrigadas a ajustar-se, a redimensionar-se, num processo muito doloroso”, recorda Manuel Reis Campos, que lamenta que no segmento das obras públicas, o investimento continue em queda. Contudo, diz que o renovado interesse no mercado imobiliário e na reabilitação urbana começa a aliviar as cores demasiado carregadas com que se tem pintado o horizonte do sector.

“Acreditamos que o turismo se vai manter em alta e a procura ainda vai aumentar, e que os investidores estrangeiros continuarão interessados em comprar as melhores peças que o nosso mercado tem - o que coincide com a política de atenção do património por parte da banca”, argumenta. O anúncio feito pelo primeiro-ministro, António Costa, sobre a política de cidades e a habitação como prioridades estratégicas para 2017 vem, no entender do presidente da CPCI, marcar o compromisso político que faltava para que este ano marque “definitivamente o início de um novo ciclo”. “Estamos ainda longe de assistir a uma recuperação com a intensidade e a abrangência territorial que são necessárias, mas podemos afirmar que, pelo menos no que diz respeito ao mercado imobiliário, estamos a caminhar no sentido correcto”, sintetiza.

Já no segmento das obras públicas, o nível de investimento mantém-se “a níveis impensáveis e totalmente insustentáveis”, acusa o presidente da Confederação.

Os números de 2016 indicam que o montante total resultante dos anúncios de lançamento de concursos de obras públicas deverá ascender a 1640 milhões de euros, valor que é 33% superior ao apurado em 2015. E no número de contratos celebrados também há um aumento face a 2015, de 11%, para um total de 1330 milhões de euros. Tratam-se, ainda assim, de valores próximos dos mínimos históricos registados em 2015. A CPCI destaca ainda que a diferença entre concursos públicos promovidos e respectivos contratos celebrados continua a aumentar: em 2016 esse diferencial deve superar os 938 milhões de euros.

Em cinco anos, houve quase cinco mil milhões de euros lançados em concurso de obras públicas que acabaram por não ser entregues a ninguém. Para Reis Campos, o primeiro trimestre de 2017 será “decisivo” para confirmar se o sector vai ou não protagonizar a tão desejada inversão no ciclo.



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