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Procura de imóveis no Porto atinge os 39,6% e supera Lisboa pela primeira vez
Data: Terça-feira, 21 de Março de 2017
Fonte: casayes.pt

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal anunciou que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa.

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Procura de imóveis no Porto atinge os 39,6% e supera Lisboa pela primeira vez
Terça-feira, 21 de Março de 2017

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal anunciou que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa.

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) anunciou esta segunda-feira que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa em que foi de 23,1%. As intenções de compra no distrito do Porto aumentaram 17,5 pontos percentuais, desde 2014, ultrapassando, este ano, Lisboa, que se fixou nos 23,1% e Faro, que registou 11,2%.
Em comunicado, o presidente da APEMIP, Luís Lima, disse que com a retoma do setor imobiliário a procura focou-se, numa primeira fase, em Lisboa e “tem vindo a deslocar-se para outros distritos”, sobretudo o Porto, que agora lidera a procura de imóveis no mercado residencial. Luís Lima refere que os valores registados devem-se, em parte, ao aumento dos preços de mercado em Lisboa, que fizeram com que as intenções de compra se dirigissem para o Porto.
"À medida que a oferta for diminuindo, a procura irá deslocar-se para outras regiões do país, promovendo uma maior descentralização do investimento imobiliário”, concluiu.
Os dados disponibilizados pela APEMIP indicam que, em 2017, a oferta no mercado residencial em Lisboa e em Faro registou o valor mais baixo desde 2014, situando-se nos 10,1% e 7,5%, respetivamente. Já no Porto, a oferta imobiliária fixou-se nos 39,2%, um recuo face aos 42,3% registado em igual período do ano anterior.

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) anunciou esta segunda-feira que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa em que foi de 23,1%. As intenções de compra no distrito do Porto aumentaram 17,5 pontos percentuais, desde 2014, ultrapassando, este ano, Lisboa, que se fixou nos 23,1% e Faro, que registou 11,2%.

Em comunicado, o presidente da APEMIP, Luís Lima, disse que com a retoma do setor imobiliário a procura focou-se, numa primeira fase, em Lisboa e “tem vindo a deslocar-se para outros distritos”, sobretudo o Porto, que agora lidera a procura de imóveis no mercado residencial. Luís Lima refere que os valores registados devem-se, em parte, ao aumento dos preços de mercado em Lisboa, que fizeram com que as intenções de compra se dirigissem para o Porto.

"À medida que a oferta for diminuindo, a procura irá deslocar-se para outras regiões do país, promovendo uma maior descentralização do investimento imobiliário”, concluiu.

Os dados disponibilizados pela APEMIP indicam que, em 2017, a oferta no mercado residencial em Lisboa e em Faro registou o valor mais baixo desde 2014, situando-se nos 10,1% e 7,5%, respetivamente. Já no Porto, a oferta imobiliária fixou-se nos 39,2%, um recuo face aos 42,3% registado em igual período do ano anterior.


Portugal ganha 80 milhões do Banco da Europa para apoiar reabilitação urbana
Data: Quarta-feira, 08 de Março de 2017
Fonte: casayes.pt

O Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB na sigla original) vai emprestar 80 milhões de euros a Portugal ao abrigo de um programa de apoios à reabilitação das cidades, no âmbito do IFRRU 2020.

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Portugal ganha 80 milhões do Banco da Europa para apoiar reabilitação urbana
Quarta-feira, 08 de Março de 2017

O Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB na sigla original) vai emprestar 80 milhões de euros a Portugal ao abrigo de um programa de apoios à reabilitação das cidades, no âmbito do IFRRU 2020.

O acordo foi assinado dia 3 de março pelo secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, e pelo governador do CEB, Rolf Wenzel.
O objetivo do empréstimo do CEB a Portugal, a particulares e pessoas coletivas – incluindo condomínios – é promover “a regeneração e a revitalização física, económica e social” de zonas urbanas do território nacional, refere o Ministério das Finanças em comunicado, citado pela Lusa.
Além de apoiar projetos de reabilitação e revitalização urbana, o crédito visa ainda apoiar o aumento da eficiência energética da habitação para particulares, alavancando recursos dos Programas Operacionais do Portugal 2020.
O IFRRU 2020 foi criado no âmbito do Portugal 2020 e agrega verbas dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), do Banco Europeu de Investimento (BEI), do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) e ainda verbas da banca comercial.

O acordo foi assinado dia 3 de março pelo secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, e pelo governador do CEB, Rolf Wenzel.

O objetivo do empréstimo do CEB a Portugal, a particulares e pessoas coletivas – incluindo condomínios – é promover “a regeneração e a revitalização física, económica e social” de zonas urbanas do território nacional, refere o Ministério das Finanças em comunicado, citado pela Lusa.

Além de apoiar projetos de reabilitação e revitalização urbana, o crédito visa ainda apoiar o aumento da eficiência energética da habitação para particulares, alavancando recursos dos Programas Operacionais do Portugal 2020.

O IFRRU 2020 foi criado no âmbito do Portugal 2020 e agrega verbas dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), do Banco Europeu de Investimento (BEI), do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) e ainda verbas da banca comercial.


Boom no turismo fez nascer 11 mil novas empresas
Data: Quarta-feira, 01 de Março de 2017
Fonte: casayes.pt

Quase um terço das empresas criadas no ano passado em Portugal são de alojamento e restauração, imobiliárias ou da indústria de construção. 

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Boom no turismo fez nascer 11 mil novas empresas
Quarta-feira, 01 de Março de 2017

Quase um terço das empresas criadas no ano passado em Portugal são de alojamento e restauração, imobiliárias ou da indústria de construção. 

O boom do turismo ajudou a criar, só no ano passado, 11 mil novas empresas no alojamento e restauração, imobiliário e na construção, de acordo com um estudo da Informa D&B. É quase um terço das empresas constituídas em Portugal.
Os novos negócios foram empurrados pelo ritmo frenético que a indústria turística tem vivido e que culminou com mais um recorde de 19 milhões de hóspedes e 53 milhões de dormidas. “Tudo o que mexe com o turismo está a crescer”, reconhece Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP). “Tivemos dois anos muito positivos, com um crescimento conjunto de quase 50% e em janeiro deste ano criaram-se quase 300 novas empresas imobiliárias. Fevereiro vai pelo mesmo caminho”, garante. 
Os números não enganam: a atividade imobiliária fez nascer 3489 novos negócios (+29,6%), que se juntam aos 4455 novos negócios no alojamento e restauração (+3,2%) e às 2947 novas aberturas na construção (+1,6%). Ao todo, contaram-se 10 891 nascimentos relacionados com a receção de turistas, quase um terço das empresas nascidas em Portugal. 
Na verdade, o número de novas sociedades constituídas no ano passado caiu para 37 034, menos 2,4% do que em 2015. E só as atividades ligadas ao turismo, a par das indústrias extrativas (+10%), registaram maior dinamismo – em todas as outras, da agricultura à banca e seguros, passando pelos transportes e o comércio fecharam o ano com menos empresas. Mesmo assim, sinal de que a economia está finalmente a acordar, houve apenas 3256 insolvências (-23,1%) no ano passado e fecharam as portas 15 505 empresas, uma quebra de 6,8%. 
Luís Lima confirma o nascimento de “empresas de pequena dimensão, muitas familiares” e onde se contratam cada vez mais “profissionais qualificados para dar resposta a necessidades como a língua estrangeira, pelo menos o inglês”. Estes nascimentos “estão a chegar lentamente a outras zonas do país”, ainda que estejam maioritariamente concentrados em Lisboa, Porto e no Algarve. 
Uma grande parte da atividade imobiliária chega dos estrangeiros. “O turismo está a trazer os estrangeiros em Portugal, mas o país acaba por os fidelizar e, se num primeiro momento escolhem os hotéis, muitos acabam por comprar casa”. 
O mesmo está a acontecer na construção. Dados da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas mostram que a atividade na reabilitação urbana avançou 10,1% no ano passado, enquanto a carteira de encomendas está estável. 
O setor ainda não está recuperado da forte crise de 2011, mas tem ganho um novo ânimo com a requalificação das cidades e o alojamento local. O imobiliário, acrescenta Luís Lima é o seu grande impulsionador. “Na construção, infelizmente, a atividade ainda não normalizou, mas tem tido alguma recuperação à conta do imobiliário”. O presidente da APEMIP assume, no entanto, que “o financiamento da construção não é prioritário para a banca” e que por isso começam a escassear imóveis. “Precisamos de mais ativos para que os preços nas grandes cidades possam baixar”. 

O boom do turismo ajudou a criar, só no ano passado, 11 mil novas empresas no alojamento e restauração, imobiliário e na construção, de acordo com um estudo da Informa D&B. É quase um terço das empresas constituídas em Portugal.

Os novos negócios foram empurrados pelo ritmo frenético que a indústria turística tem vivido e que culminou com mais um recorde de 19 milhões de hóspedes e 53 milhões de dormidas. “Tudo o que mexe com o turismo está a crescer”, reconhece Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP). “Tivemos dois anos muito positivos, com um crescimento conjunto de quase 50% e em janeiro deste ano criaram-se quase 300 novas empresas imobiliárias. Fevereiro vai pelo mesmo caminho”, garante. 

Os números não enganam: a atividade imobiliária fez nascer 3489 novos negócios (+29,6%), que se juntam aos 4455 novos negócios no alojamento e restauração (+3,2%) e às 2947 novas aberturas na construção (+1,6%). Ao todo, contaram-se 10 891 nascimentos relacionados com a receção de turistas, quase um terço das empresas nascidas em Portugal. 

Na verdade, o número de novas sociedades constituídas no ano passado caiu para 37 034, menos 2,4% do que em 2015. E só as atividades ligadas ao turismo, a par das indústrias extrativas (+10%), registaram maior dinamismo – em todas as outras, da agricultura à banca e seguros, passando pelos transportes e o comércio fecharam o ano com menos empresas. Mesmo assim, sinal de que a economia está finalmente a acordar, houve apenas 3256 insolvências (-23,1%) no ano passado e fecharam as portas 15 505 empresas, uma quebra de 6,8%. 

Luís Lima confirma o nascimento de “empresas de pequena dimensão, muitas familiares” e onde se contratam cada vez mais “profissionais qualificados para dar resposta a necessidades como a língua estrangeira, pelo menos o inglês”. Estes nascimentos “estão a chegar lentamente a outras zonas do país”, ainda que estejam maioritariamente concentrados em Lisboa, Porto e no Algarve. 

Uma grande parte da atividade imobiliária chega dos estrangeiros. “O turismo está a trazer os estrangeiros em Portugal, mas o país acaba por os fidelizar e, se num primeiro momento escolhem os hotéis, muitos acabam por comprar casa”. 

O mesmo está a acontecer na construção. Dados da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas mostram que a atividade na reabilitação urbana avançou 10,1% no ano passado, enquanto a carteira de encomendas está estável. 

O setor ainda não está recuperado da forte crise de 2011, mas tem ganho um novo ânimo com a requalificação das cidades e o alojamento local. O imobiliário, acrescenta Luís Lima é o seu grande impulsionador. “Na construção, infelizmente, a atividade ainda não normalizou, mas tem tido alguma recuperação à conta do imobiliário”. O presidente da APEMIP assume, no entanto, que “o financiamento da construção não é prioritário para a banca” e que por isso começam a escassear imóveis. “Precisamos de mais ativos para que os preços nas grandes cidades possam baixar”. 


Habitação: Arrendamento cai mas sobem as vendas nos subúrbios
Data: Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Há mais casas a serem vendidas, mas os elevados preços das cidades empurram as pessoas para os subúrbios. Arrendamento está em queda. 

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Habitação: Arrendamento cai mas sobem as vendas nos subúrbios
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

Há mais casas a serem vendidas, mas os elevados preços das cidades empurram as pessoas para os subúrbios. Arrendamento está em queda. 

O arrendamento chegou a representar 60% da atividade das imobiliárias no auge da crise, mas caiu a pique nos dois últimos anos e, em 2016, já só valia 25%. Os números são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que destaca a forte subida na compra de casas, nomeadamente nos subúrbios de Lisboa e Porto. 
A causa para a quebra nos arrendamentos e para o aumento da compra de casas nos arredores das grandes cidades é a mesma: o preço elevado. “As pessoas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, precisa Luís Lima, presidente da APEMIP. Mesmo na compra, a primeira opção vai para o centro da cidade, mas os preços acabam por levá-las para os subúrbios. “As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”. 
Os números da Century 21 em 2016, ontem divulgados, corroboram aquela leitura. No ano passado, a faturação desta imobiliária cresceu 36% (ultrapassando os 25 milhões de euros) alavancada no aumento das vendas de imóveis, que passaram de 7250 para mais de 8 mil. Nos arrendamentos houve uma quebra de 4233 para 3500 (-21%). “Os preços das casas estão a subir, mas o rendimento disponível das famílias não aumentou e a oferta de casas também não. Por isso, as pessoas estão a ser direcionadas para os mercados suburbanos”, explica Ricardo Sousa, administrado da imobiliária, em declarações ao Dinheiro Vivo. 
A faturação da Era, uma das maiores imobiliárias do país, aumentou 30% no ano passado, com a venda de 12 mil casas. O “arrendamento caiu e representa menos de 16% das transações”. 
Luís Lima acredita que o arrendamento vá continuar a perder peso, porque a oferta é escassa e porque as pessoas tendem a refletir nas rendas o peso da fiscalidade. As rendas habitacionais pagam uma taxa de IRS de 28%, podendo apenas ser descontado ao seu valor o IMI, as despesas de condomínio e encargos com obras, se os houver. “Infelizmente não aproveitámos a crise para criar um verdadeiro mercado de arrendamento. A fiscalidade continua muito elevada e isso faz com que os preços sejam altos”, diz o presidente da APEMIP. 
A este efeito fiscal, junta-se um outro que os operadores do mercado dizem estar cada vez a notar-se mais: a escassez de oferta de casas, nomeadamente nas tipologias (T2 e T3) e segmentos (médio) mais procuradas pelas famílias portuguesas. Dados do Confidencial Imobiliário (Ci) revelam que na região de Lisboa as rendas estão a registar subidas homólogas consecutivas há 10 trimestres. A nível nacional, a tendência tem também sido de aumento, mas mais ligeiro. 
A escassez de casas está também a refletir-se nos preços de venda. A Century 21 avança que o preço médio a nível nacional situou em 148 mil euros no ano passado, contra 130 mil euros em 2015. No caso de Lisboa, o índice de preços medido pelo Ci dá conta de um acréscimo homólogo de 24,7% no terceiro trimestre de 2016 – que se segue a três trimestres de subida na casa dos dois dígitos. 
Luís Lima e Ricardo Sousa convergem nos motivos para a escassez da oferta: o sector da construção está parado e há poucas casas a entrar no mercado. Em média entram no mercado 1900 fogos novos por trimestre mas as transações superam os 30 mil.
Esta falta de oferta não se sente nas zonas suburbana – onde as vendas estiveram estagnadas nos anos da crise – e comprar lá uma casa atualmente “é uma questão de oportunidade: há casas disponíveis e os preços compensam”, diz ainda Luís Lima, que mostra preocupação com a subida de preços observada nas zonas mais nobres das grandes cidades.
O Market Survey do Ci revela que as primeiras semanas de 2017 “voltam a apontar para uma aceleração do preço das casas”, porque a procura continua a superar a oferta. Mas no arrendamento, a dinâmica “da oferta permanece escassa”. 

O arrendamento chegou a representar 60% da atividade das imobiliárias no auge da crise, mas caiu a pique nos dois últimos anos e, em 2016, já só valia 25%. Os números são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que destaca a forte subida na compra de casas, nomeadamente nos subúrbios de Lisboa e Porto. 

A causa para a quebra nos arrendamentos e para o aumento da compra de casas nos arredores das grandes cidades é a mesma: o preço elevado. “As pessoas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, precisa Luís Lima, presidente da APEMIP. Mesmo na compra, a primeira opção vai para o centro da cidade, mas os preços acabam por levá-las para os subúrbios. “As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”. 

Os números da Century 21 em 2016, ontem divulgados, corroboram aquela leitura. No ano passado, a faturação desta imobiliária cresceu 36% (ultrapassando os 25 milhões de euros) alavancada no aumento das vendas de imóveis, que passaram de 7250 para mais de 8 mil. Nos arrendamentos houve uma quebra de 4233 para 3500 (-21%). “Os preços das casas estão a subir, mas o rendimento disponível das famílias não aumentou e a oferta de casas também não. Por isso, as pessoas estão a ser direcionadas para os mercados suburbanos”, explica Ricardo Sousa, administrado da imobiliária, em declarações ao Dinheiro Vivo. 

A faturação da Era, uma das maiores imobiliárias do país, aumentou 30% no ano passado, com a venda de 12 mil casas. O “arrendamento caiu e representa menos de 16% das transações”. 

Luís Lima acredita que o arrendamento vá continuar a perder peso, porque a oferta é escassa e porque as pessoas tendem a refletir nas rendas o peso da fiscalidade. As rendas habitacionais pagam uma taxa de IRS de 28%, podendo apenas ser descontado ao seu valor o IMI, as despesas de condomínio e encargos com obras, se os houver. “Infelizmente não aproveitámos a crise para criar um verdadeiro mercado de arrendamento. A fiscalidade continua muito elevada e isso faz com que os preços sejam altos”, diz o presidente da APEMIP. 

A este efeito fiscal, junta-se um outro que os operadores do mercado dizem estar cada vez a notar-se mais: a escassez de oferta de casas, nomeadamente nas tipologias (T2 e T3) e segmentos (médio) mais procuradas pelas famílias portuguesas. Dados do Confidencial Imobiliário (Ci) revelam que na região de Lisboa as rendas estão a registar subidas homólogas consecutivas há 10 trimestres. A nível nacional, a tendência tem também sido de aumento, mas mais ligeiro. 

A escassez de casas está também a refletir-se nos preços de venda. A Century 21 avança que o preço médio a nível nacional situou em 148 mil euros no ano passado, contra 130 mil euros em 2015. No caso de Lisboa, o índice de preços medido pelo Ci dá conta de um acréscimo homólogo de 24,7% no terceiro trimestre de 2016 – que se segue a três trimestres de subida na casa dos dois dígitos. 

Luís Lima e Ricardo Sousa convergem nos motivos para a escassez da oferta: o sector da construção está parado e há poucas casas a entrar no mercado. Em média entram no mercado 1900 fogos novos por trimestre mas as transações superam os 30 mil.

Esta falta de oferta não se sente nas zonas suburbana – onde as vendas estiveram estagnadas nos anos da crise – e comprar lá uma casa atualmente “é uma questão de oportunidade: há casas disponíveis e os preços compensam”, diz ainda Luís Lima, que mostra preocupação com a subida de preços observada nas zonas mais nobres das grandes cidades.

O Market Survey do Ci revela que as primeiras semanas de 2017 “voltam a apontar para uma aceleração do preço das casas”, porque a procura continua a superar a oferta. Mas no arrendamento, a dinâmica “da oferta permanece escassa”. 


Negócio a ferver: mais de 300 imobiliárias nasceram só em janeiro
Data: Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Os números confirmam o que se fala sobre o dinamismo que o imobiliário está a viver, atualmente, em Portugal.

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Negócio a ferver: mais de 300 imobiliárias nasceram só em janeiro
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Os números confirmam o que se fala sobre o dinamismo que o imobiliário está a viver, atualmente, em Portugal.

Só em janeiro passado foram constituídas 301 empresas de serviços deste setor, mais 16,2% que em igual período de 2016. E o imobiliário é o segundo setor da economia nacional que maior crescimento de novas empresas registou no mês passado, depois das telecomunicações com uma subida de nascimentos de 37,1%. No total, em janeiro nasceram 4.298 empresas em Portugal, o que representa um crescimento de 2,1% face ao período homólogo.
O mais recente barómetro da InformaDB mostra também que, ao longo dos últimos doze meses analisados - entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 -, foram constituídas 3.555 empresas de serviços imobiliários, ocupando uma fatia de 9,5% do total de 37.322 nascimentos de sociedades empresariais verificados no país. 
Mas nem só de boas notícias vive o setor imobiliário, ainda que não seja dos que tem pior performance. No último ano, fecharam 771 empresas desta área (4,7% do total) e faliram 113 (3,5%) do total.
Fazendo as contas a partir deste relatório, o rácio de nascimentos e encerramentos naturais das empresas de serviços imobiliários foi de 4,6 nos últimos dozes meses, sendo o mais alto de todos os setores em análise. No total, este indicador foi de 2,3.
Como nascimentos, a InformaDB considera as entidades constituídas no período em causa, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça. Já os encerramentos dizem respeito às entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no mesmo portal. Neste caso, não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução, mas vez que as insolvências apontadas são as entidades com processos iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça.

Só em janeiro passado foram constituídas 301 empresas de serviços deste setor, mais 16,2% que em igual período de 2016. E o imobiliário é o segundo setor da economia nacional que maior crescimento de novas empresas registou no mês passado, depois das telecomunicações com uma subida de nascimentos de 37,1%. No total, em janeiro nasceram 4.298 empresas em Portugal, o que representa um crescimento de 2,1% face ao período homólogo.

O mais recente barómetro da InformaDB mostra também que, ao longo dos últimos doze meses analisados - entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 -, foram constituídas 3.555 empresas de serviços imobiliários, ocupando uma fatia de 9,5% do total de 37.322 nascimentos de sociedades empresariais verificados no país. 

Mas nem só de boas notícias vive o setor imobiliário, ainda que não seja dos que tem pior performance. No último ano, fecharam 771 empresas desta área (4,7% do total) e faliram 113 (3,5%) do total.

Fazendo as contas a partir deste relatório, o rácio de nascimentos e encerramentos naturais das empresas de serviços imobiliários foi de 4,6 nos últimos dozes meses, sendo o mais alto de todos os setores em análise. No total, este indicador foi de 2,3.

Como nascimentos, a InformaDB considera as entidades constituídas no período em causa, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça. Já os encerramentos dizem respeito às entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no mesmo portal. Neste caso, não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução, mas vez que as insolvências apontadas são as entidades com processos iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça.


Portugal sobe para o 5º lugar dos melhores países para investir
Data: Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Portugal subiu um lugar no ranking mundial dos melhores países para investir em imobiliário no início deste ano, passando agora a ocupar a 5ª posição. A liderar continua os Estados Unidos da América pelo sétimo mês consecutivo e a Espanha mantém firme o 2º posto. 

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Portugal sobe para o 5º lugar dos melhores países para investir
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

Portugal subiu um lugar no ranking mundial dos melhores países para investir em imobiliário no início deste ano, passando agora a ocupar a 5ª posição. A liderar continua os Estados Unidos da América pelo sétimo mês consecutivo e a Espanha mantém firme o 2º posto. 

Portugal terminou o ano de 2016 no 6º lugar depois de já ter ocupado o 4º e mesmo o terceiro e entra em Janeiro de 2017 a subir uma posição. Segundo o TheMoveChannel, o principal site independente de imobiliário internacional, que avalia mensalmente o interesse a nível mundial dos investidores, a grande sensação deste mês foi a Grécia que subiu 18 lugares do ranking acabando por ultrapassar Portugal. Foi uma das maiores subidas deste mês, demonstrando que os investidores estão voltando a olhar para a Grécia. "Depois de um ano de incerteza política, de discutir a dívida nacional e um potencial 'Grexit' em 2017, o apelo de estilo de vida da Grécia não desapareceu. Na verdade, é mais acessível do que nunca, depois que os preços das casas caíram nos últimos oito anos consecutivos", explica Dan Johnson, director do TheMoveChannel.com.
A Itália foi outro dos países que subiu bastante no início do ano, escalando cinco lugares para ocupar a terceira posição. O Canadá também voltou a subir para ocupar o sétimo lugar, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos (UAE). 
"A propriedade americana continua sendo uma das mais atraentes do mundo", acrescenta Johnson. "A economia do país, independente de sua situação política, é estável, com o Reserva Federal ainda em curso para aumentar novamente este ano as taxas de juros ", admite.

Portugal terminou o ano de 2016 no 6º lugar depois de já ter ocupado o 4º e mesmo o terceiro e entra em Janeiro de 2017 a subir uma posição. Segundo o TheMoveChannel, o principal site independente de imobiliário internacional, que avalia mensalmente o interesse a nível mundial dos investidores, a grande sensação deste mês foi a Grécia que subiu 18 lugares do ranking acabando por ultrapassar Portugal. Foi uma das maiores subidas deste mês, demonstrando que os investidores estão voltando a olhar para a Grécia. "Depois de um ano de incerteza política, de discutir a dívida nacional e um potencial 'Grexit' em 2017, o apelo de estilo de vida da Grécia não desapareceu. Na verdade, é mais acessível do que nunca, depois que os preços das casas caíram nos últimos oito anos consecutivos", explica Dan Johnson, director do TheMoveChannel.com.

A Itália foi outro dos países que subiu bastante no início do ano, escalando cinco lugares para ocupar a terceira posição. O Canadá também voltou a subir para ocupar o sétimo lugar, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos (UAE). 

"A propriedade americana continua sendo uma das mais atraentes do mundo", acrescenta Johnson. "A economia do país, independente de sua situação política, é estável, com o Reserva Federal ainda em curso para aumentar novamente este ano as taxas de juros ", admite.


Aeroporto do Montijo com "forte impacto" mas sem especulação imobiliária - associação
Data: Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) não teme a especulação sobre os preços dos imóveis devido à construção de um aeroporto no Montijo, apesar do impacto no imobiliário, no emprego e na atividade económica local.

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Aeroporto do Montijo com "forte impacto" mas sem especulação imobiliária - associação
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) não teme a especulação sobre os preços dos imóveis devido à construção de um aeroporto no Montijo, apesar do impacto no imobiliário, no emprego e na atividade económica local.

"Qualquer infraestrutura aeroportuária terá sempre impacto no setor imobiliário: é necessário construir novas instalações, é necessário que no ambiente que se gera à volta do aeroporto haja novas instalações, novos equipamentos e novas situações de habitação e de comércio", afirmou à Lusa o presidente da assembleia-geral da APEMIP, João Pessoa e Costa, acrescentando que os aeroportos são hoje "grandes centros comerciais".
Confrontado com a eventual especulação imobiliária no Montijo e arredores, como aconteceu com Alcochete aquando do anúncio da construção nesse concelho de um aeroporto de raiz -- o que acabou por nunca acontecer -, o responsável afastou preocupações: "Não temo. Penso que o mercado imobiliário está muito profissional. Há sempre momentos de algum pico [de preços], mas depois passam rapidamente", afirmou.
"Os clientes nacionais e os clientes estrangeiros apercebem-se de que a cidade de Lisboa oferece sobretudo estabilidade, segurança, e, portanto, em termos de preços também penso que é isso que vão acompanhar e não vão sair deste quadro", acrescentou.
A APEMIP não dispõe ainda de valores relativos à procura e à venda de imóveis no Montijo, na sequência do anúncio do Governo de que a base aérea n.º 6 é a solução que aparenta maior viabilidade para acolher um aeroporto civil.
João Pessoa e Costa explica que ainda "é prematuro" dispor desses números, lembrando que a decisão final quanto à localização do futuro aeroporto civil ainda não foi tomada, apesar de haver uma certeza.
"Sabe-se que o novo aeroporto se situará na Área Metropolitana da Lisboa e, portanto, o impacto que essa nova infraestrutura terá na atividade económica é sempre relevante e atendível", reiterou o presidente da assembleia-geral da APEMIP, constituída em 2004.
Alguns agentes imobiliários têm admitido à comunicação social um aumento de 10% no preço das casas.
João Pessoa e Costa espera que a nova infraestrutura venha a servir, principalmente, a cidade de Lisboa e o turismo.
"De facto, os números do crescimento do turismo são importantes. O efeito multiplicador que têm o turismo e o setor imobiliário sobre outras atividades é absolutamente relevante e tudo isso são aspetos que são de saudar por esta decisão", concluiu.
Na quarta-feira é assinado um memorando de entendimento entre o Governo e a ANA -- Aeroportos de Portugal para o aprofundamento de estudos acerca da construção de um aeroporto no Montijo, no distrito de Setúbal.
Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o Governo acordou com a ANA a necessidade de aprofundar o estudo relativamente à solução que aparenta viabilidade, que é a do Montijo.
"Mas é uma viabilidade que está condicionada ainda a dados que só poderemos ter no final do ano, designadamente sobre o impacto de ser uma zona de migração de pássaros", frisou então António Costa.

"Qualquer infraestrutura aeroportuária terá sempre impacto no setor imobiliário: é necessário construir novas instalações, é necessário que no ambiente que se gera à volta do aeroporto haja novas instalações, novos equipamentos e novas situações de habitação e de comércio", afirmou à Lusa o presidente da assembleia-geral da APEMIP, João Pessoa e Costa, acrescentando que os aeroportos são hoje "grandes centros comerciais".

Confrontado com a eventual especulação imobiliária no Montijo e arredores, como aconteceu com Alcochete aquando do anúncio da construção nesse concelho de um aeroporto de raiz -- o que acabou por nunca acontecer -, o responsável afastou preocupações: "Não temo. Penso que o mercado imobiliário está muito profissional. Há sempre momentos de algum pico [de preços], mas depois passam rapidamente", afirmou.

"Os clientes nacionais e os clientes estrangeiros apercebem-se de que a cidade de Lisboa oferece sobretudo estabilidade, segurança, e, portanto, em termos de preços também penso que é isso que vão acompanhar e não vão sair deste quadro", acrescentou.

A APEMIP não dispõe ainda de valores relativos à procura e à venda de imóveis no Montijo, na sequência do anúncio do Governo de que a base aérea n.º 6 é a solução que aparenta maior viabilidade para acolher um aeroporto civil.

João Pessoa e Costa explica que ainda "é prematuro" dispor desses números, lembrando que a decisão final quanto à localização do futuro aeroporto civil ainda não foi tomada, apesar de haver uma certeza.

"Sabe-se que o novo aeroporto se situará na Área Metropolitana da Lisboa e, portanto, o impacto que essa nova infraestrutura terá na atividade económica é sempre relevante e atendível", reiterou o presidente da assembleia-geral da APEMIP, constituída em 2004.

Alguns agentes imobiliários têm admitido à comunicação social um aumento de 10% no preço das casas.

João Pessoa e Costa espera que a nova infraestrutura venha a servir, principalmente, a cidade de Lisboa e o turismo.

"De facto, os números do crescimento do turismo são importantes. O efeito multiplicador que têm o turismo e o setor imobiliário sobre outras atividades é absolutamente relevante e tudo isso são aspetos que são de saudar por esta decisão", concluiu.

Na quarta-feira é assinado um memorando de entendimento entre o Governo e a ANA -- Aeroportos de Portugal para o aprofundamento de estudos acerca da construção de um aeroporto no Montijo, no distrito de Setúbal.

Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o Governo acordou com a ANA a necessidade de aprofundar o estudo relativamente à solução que aparenta viabilidade, que é a do Montijo.

"Mas é uma viabilidade que está condicionada ainda a dados que só poderemos ter no final do ano, designadamente sobre o impacto de ser uma zona de migração de pássaros", frisou então António Costa.


Vendas no mercado imobiliário cresceram 50% nos dois últimos anos
Data: Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017
Fonte: casayes.pt

O mercado imobiliário em Portugal cresceu cerca de 50% nos últimos dois anos, apresentado uma dinâmica positiva em 2016 com um aumento entre 20% a 25% nas transações de alojamentos familiares.

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Vendas no mercado imobiliário cresceram 50% nos dois últimos anos
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

O mercado imobiliário em Portugal cresceu cerca de 50% nos últimos dois anos, apresentado uma dinâmica positiva em 2016 com um aumento entre 20% a 25% nas transações de alojamentos familiares.

De acordo com as estimativas do gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o crescimento de todas as transações imobiliárias no país (urbanas, rúticas e mistas) situou-se entre 20% e 25% em 2016.
A APEMIP estima que em 2017 o mercado imobiliário português assista a um crescimento na ordem dos 30%, salienta no comunicado.
Segundo o presidente da APEMIP, Luís Lima, estes números, "apesar de positivos, ficam aquém da expetativa" inicialmente avançada.
"A minha estimativa de crescimento para o ano de 2016 rondava os 30 a 35% o que não aconteceu devido a algumas situações que provocaram retração e desconfiança junto dos investidores", disse.
O dirigente refere-se ao anúncio da criação de um novo imposto sobre o património, o adicional ao IMI - Imposto Municipal sobre os Imóveis, e ao problema de credibilidade que se está a criar devido aos atrasos na concessão de vistos de residência, ao abrigo do programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Vistos Gold).
O atraso na concessão dos vistos de residência "está a espantar", nomeadamente os investidores chineses, que desconfiam da transparência e segurança deste mecanismo, referiu Luís Lima.
"Se não fossem estes dois casos, creio que o crescimento teria sido ainda maior", disse.
O representante das imobiliárias acredita que 2017 reúne todas as condições para ser um ano melhor que 2016.
"A retoma do sector imobiliário está mais do que estabelecida e é um mercado com enorme potencial de valorização e de descentralização do investimento nacional e estrangeiro para outras regiões do país, continuando a haver uma aposta na reabilitação urbana para recolocação destes imóveis no mercado, através do arrendamento urbano ou do alojamento local", salientou.
No entanto, "é necessário que este mercado possa funcionar normalmente, sem sobressaltos que possam ser introduzidos por eventuais medidas que afetem a credibilidade que o mercado imobiliário deve ter", advertiu.

De acordo com as estimativas do gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o crescimento de todas as transações imobiliárias no país (urbanas, rúticas e mistas) situou-se entre 20% e 25% em 2016.

A APEMIP estima que em 2017 o mercado imobiliário português assista a um crescimento na ordem dos 30%, salienta no comunicado.

Segundo o presidente da APEMIP, Luís Lima, estes números, "apesar de positivos, ficam aquém da expetativa" inicialmente avançada.

"A minha estimativa de crescimento para o ano de 2016 rondava os 30 a 35% o que não aconteceu devido a algumas situações que provocaram retração e desconfiança junto dos investidores", disse.

O dirigente refere-se ao anúncio da criação de um novo imposto sobre o património, o adicional ao IMI - Imposto Municipal sobre os Imóveis, e ao problema de credibilidade que se está a criar devido aos atrasos na concessão de vistos de residência, ao abrigo do programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Vistos Gold).

O atraso na concessão dos vistos de residência "está a espantar", nomeadamente os investidores chineses, que desconfiam da transparência e segurança deste mecanismo, referiu Luís Lima.

"Se não fossem estes dois casos, creio que o crescimento teria sido ainda maior", disse.

O representante das imobiliárias acredita que 2017 reúne todas as condições para ser um ano melhor que 2016.

"A retoma do sector imobiliário está mais do que estabelecida e é um mercado com enorme potencial de valorização e de descentralização do investimento nacional e estrangeiro para outras regiões do país, continuando a haver uma aposta na reabilitação urbana para recolocação destes imóveis no mercado, através do arrendamento urbano ou do alojamento local", salientou.

No entanto, "é necessário que este mercado possa funcionar normalmente, sem sobressaltos que possam ser introduzidos por eventuais medidas que afetem a credibilidade que o mercado imobiliário deve ter", advertiu.



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