Notícias


Quo vadis imobiliário: bolha imobiliária ou euforia?
Data: Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
Fonte: casayes.pt

A subida em flecha dos preços das casas em Portugal, que está a deixar Bruxelas sob alerta, e a falta de produto nas zonas de maior procura, como Lisboa e Porto, marcaram grande parte do pequeno almoço de trabalho designado "Quo vadis, imobiliário?" (o Estado da Nação do setor), organizado pelo idealista. 

Ler mais...

Quo vadis imobiliário: bolha imobiliária ou euforia?
Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

A subida em flecha dos preços das casas em Portugal, que está a deixar Bruxelas sob alerta, e a falta de produto nas zonas de maior procura, como Lisboa e Porto, marcaram grande parte do pequeno almoço de trabalho designado "Quo vadis, imobiliário?" (o Estado da Nação do setor), organizado pelo idealista. 

Apesar do forte dinamismo que o setor está a viver, sobretudo nas grandes cidades, e da recuperação dos preços, os especialistas rejeitam que se esteja a viver ou que haja o risco de haver uma bolha imobiliária no país, como a que sofreu, por exemplo, a vizinha Espanha.

No encontro, realizado na passada sexta-feira, 19 de maio, participaram vários perfis profissionais do mercado imobiliário (mediadores e promotores imobiliários, consultores, regulador e banca) e a imprensa que acompanha o setor.  E contou ainda com a participação de vários membros do idealista, empresa editora deste portal de notícias.
O imobiliário continua a beneficiar do investimento estrangeiro, que se mantém ao rubro - não obstante os problemas registados a nível dos vistos gold, sobretudo com a emissão ou revalidação das autorizações para os chineses -, mas também dos compradores nacionais mais motivados a adquirir casa.
Euforia no setor
Em grande parte, por portugueses estão a comprar mais devido à maior disponibilidade da banca para dar crédito à habitação, ainda que com critérios mais exigentes, mas também por causa do cenário de baixas taxas de juro nos produtos de poupança. Os especialistas defendem que hoje em dia é mais seguro investir em imobiliário do que ter dinheiro no banco.
O número de licenças emitidas de mediadores imobiliários em Portugal ilustra bem o momento de crescimento que vive o setor atualmente. Em 2012, em plena crise, foram emitidas apenas 2.700 licenças, que contrastam com as 4.000 de 2009, e as quase 5.000 com que fechou o ano de 2016, segundo dados oficiais. 
Reabilitação é insuficiente para responder à falta de produto
O grande problema que o imobiliário vive em Portugal, nos dias de hoje, é um desajustamento entre a oferta e a procura, com falta de produto nas zonas onde as pessoas querem viver e o excesso de stock onde ninguém quer estar, segundo apontam os especialistas.
A reabilitação tem sido nos últimos anos a solução para este problema, sobretudo nos grandes centros, mas começa a ser insuficiente, havendo necessidade de obra nova. Mas sempre ajustada às necessidades dos portugueses, defendem. E lançam à banca o repto para que abra os cordões à bolsa também na área da promoção imobiliária, uma vez que nos últimos anos não tem estado disponível para financiar obras.
Portugal está, definitivamente, na moda
O turismo tem nisto uma parte da responsabilidade, porque é notória a transferência de imóveis do mercado residencial e até de escritórios para a atividade turística. Seja, para alojamento local ou hotéis, devido à maior rentabilidade e menos risco que oferecem estes negócios aos proprietários e investidores. Neste sentido, considera-se que a troika permitiu abrir o centro da cidade de Lisboa, por exemplo, fazendo com que os proprietários começassem a mandar nos seus seus imóveis e dar-lhes o destino que pretendem, nomeadamente, a nível das lojas de rua.
Mas Portugal não está na moda apenas como destino turístico. Há cada vez mais empresas estrangeiras a valorizar e procurar o país para investir e instalar os seus centros de competências, para onde pretendem recrutar mão de obra qualificada. Mais uma vez aqui, a questão é a falta de oferta.
Quem é quem
Nesta segunda edição do "Quo Vadis Imobiliário" participaram Fernando Silva, presidente do regulador IMPIC, Luís Lima, presidente da APEMIP, Ricardo Sousa, CEO da Century 21, Eric van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield Portugal, Pedro Pereira, diretor de marketing da UCI e Filomena Lança, jornalista do Jornal de Negócios. Assistiram ainda César Oteiza, cofundador e diretor-geral do idealista Portugal, Ruben Marques, do departamento de comunicação da empresa e Tânia Ferreira, responsável do idealista/news e que esteve encarregada de moderar o debate.

No encontro, realizado na passada sexta-feira, 19 de maio, participaram vários perfis profissionais do mercado imobiliário (mediadores e promotores imobiliários, consultores, regulador e banca) e a imprensa que acompanha o setor.  E contou ainda com a participação de vários membros do idealista, empresa editora deste portal de notícias.O imobiliário continua a beneficiar do investimento estrangeiro, que se mantém ao rubro - não obstante os problemas registados a nível dos vistos gold, sobretudo com a emissão ou revalidação das autorizações para os chineses -, mas também dos compradores nacionais mais motivados a adquirir casa.

Euforia no setor

Em grande parte, por portugueses estão a comprar mais devido à maior disponibilidade da banca para dar crédito à habitação, ainda que com critérios mais exigentes, mas também por causa do cenário de baixas taxas de juro nos produtos de poupança.

Os especialistas defendem que hoje em dia é mais seguro investir em imobiliário do que ter dinheiro no banco.O número de licenças emitidas de mediadores imobiliários em Portugal ilustra bem o momento de crescimento que vive o setor atualmente. Em 2012, em plena crise, foram emitidas apenas 2.700 licenças, que contrastam com as 4.000 de 2009, e as quase 5.000 com que fechou o ano de 2016, segundo dados oficiais. 

Reabilitação é insuficiente para responder à falta de produto

O grande problema que o imobiliário vive em Portugal, nos dias de hoje, é um desajustamento entre a oferta e a procura, com falta de produto nas zonas onde as pessoas querem viver e o excesso de stock onde ninguém quer estar, segundo apontam os especialistas.A reabilitação tem sido nos últimos anos a solução para este problema, sobretudo nos grandes centros, mas começa a ser insuficiente, havendo necessidade de obra nova. Mas sempre ajustada às necessidades dos portugueses, defendem. E lançam à banca o repto para que abra os cordões à bolsa também na área da promoção imobiliária, uma vez que nos últimos anos não tem estado disponível para financiar obras.

Portugal está, definitivamente, na moda

O turismo tem nisto uma parte da responsabilidade, porque é notória a transferência de imóveis do mercado residencial e até de escritórios para a atividade turística. Seja, para alojamento local ou hotéis, devido à maior rentabilidade e menos risco que oferecem estes negócios aos proprietários e investidores. Neste sentido, considera-se que a troika permitiu abrir o centro da cidade de Lisboa, por exemplo, fazendo com que os proprietários começassem a mandar nos seus seus imóveis e dar-lhes o destino que pretendem, nomeadamente, a nível das lojas de rua.Mas Portugal não está na moda apenas como destino turístico.

Há cada vez mais empresas estrangeiras a valorizar e procurar o país para investir e instalar os seus centros de competências, para onde pretendem recrutar mão de obra qualificada. Mais uma vez aqui, a questão é a falta de oferta.

Quem é quem

Nesta segunda edição do "Quo Vadis Imobiliário" participaram Fernando Silva, presidente do regulador IMPIC, Luís Lima, presidente da APEMIP, Ricardo Sousa, CEO da Century 21, Eric van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield Portugal, Pedro Pereira, diretor de marketing da UCI e Filomena Lança, jornalista do Jornal de Negócios. Assistiram ainda César Oteiza, cofundador e diretor-geral do idealista Portugal, Ruben Marques, do departamento de comunicação da empresa e Tânia Ferreira, responsável do idealista/news e que esteve encarregada de moderar o debate.


“Nunca vai haver uma bolha imobiliária em Portugal”, diz Luís Lima
Data: Sexta-feira, 19 de Maio de 2017
Fonte: casayes.pt

Luís Lima, presidente da da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), considera que o preço das casas está elevado em “algumas cidades do país”, mas descarta a existência de uma bolha imobiliária. 

Ler mais...

“Nunca vai haver uma bolha imobiliária em Portugal”, diz Luís Lima
Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

Luís Lima, presidente da da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), considera que o preço das casas está elevado em “algumas cidades do país”, mas descarta a existência de uma bolha imobiliária. 

Dados da Comissão Europeia indicam que o valor médio do imobiliário em Portugal subiu 7,6% em 2016 e que os preços da habitação recuperaram os valores pré-crise. Bruxelas vai, de resto, fazer recomendações ao país nos próximos dias.
“Em Portugal nunca vai haver uma bolha imobiliária. O que está a acontecer é que em algumas cidades do país, nomeadamente Lisboa e Porto, e numa parte do Algarve, há zonas específicas onde os preços, para mim, estão acima daquilo que é o valor razoável”, disse o líder da associação de mediadores, citado pela Rádio Renascença.
Luís Lima lembrou que já em 2008 se falava no risco da criação de uma bolha imobiliária, mas alertou para a importância de não se olhar para o setor imobiliário de igual forma a nível nacional: “Não é por zonas específicas que vai haver uma bolha imobiliária. Os preços estão muito caros nessas zonas, mas noutras há outros preços. Temos de nos lembrar o que já aconteceu em 2008: falava-se muito que iria haver uma bolha imobiliária e já na altura demonstrei que não podemos olhar para o imobiliário como sendo igual em todo o país”.
No que diz respeito ao mercado de arrendamento, Luís Lima reiterou que o mesmo não está dinamizado. “Andámos todos a discutir muito a questão da liberalização das rendas em vez de irmos àquilo que estava no preâmbulo da lei, que era a dinamização do mercado de arrendamento. Não fomos ao mais importante: criar confiança nos proprietários através da criação de um seguro de renda e a parte fiscal. Enquanto quem investe no mercado de arrendamento não for tributado pelo seu rendimento, pelo seu negócio, nunca vamos ter um verdadeiro mercado de arrendamento”, explicou.
O facto de haver falta de dinamização no mercado de arrendamento tradicional faz com que muitos proprietários optem atualmente por apostar no Alojamento Local (AL), que acaba por ser mais rentável. “Os proprietários apoiam-se no AL porque investem onde há mais rentabilidade. No arrendamento é completamente impossível investir com a carga fiscal que temos. É impossível atuar no mercado. Só o Estado é que pode, através das autarquias, atenuar esta dificuldade, senão a única hipótese dos jovens é comprar casa e isso não é para todos”, concluiu o líder da APEMIP.

Dados da Comissão Europeia indicam que o valor médio do imobiliário em Portugal subiu 7,6% em 2016 e que os preços da habitação recuperaram os valores pré-crise. Bruxelas vai, de resto, fazer recomendações ao país nos próximos dias.

“Em Portugal nunca vai haver uma bolha imobiliária. O que está a acontecer é que em algumas cidades do país, nomeadamente Lisboa e Porto, e numa parte do Algarve, há zonas específicas onde os preços, para mim, estão acima daquilo que é o valor razoável”, disse o líder da associação de mediadores, citado pela Rádio Renascença.

Luís Lima lembrou que já em 2008 se falava no risco da criação de uma bolha imobiliária, mas alertou para a importância de não se olhar para o setor imobiliário de igual forma a nível nacional: “Não é por zonas específicas que vai haver uma bolha imobiliária. Os preços estão muito caros nessas zonas, mas noutras há outros preços. Temos de nos lembrar o que já aconteceu em 2008: falava-se muito que iria haver uma bolha imobiliária e já na altura demonstrei que não podemos olhar para o imobiliário como sendo igual em todo o país”.

No que diz respeito ao mercado de arrendamento, Luís Lima reiterou que o mesmo não está dinamizado. “Andámos todos a discutir muito a questão da liberalização das rendas em vez de irmos àquilo que estava no preâmbulo da lei, que era a dinamização do mercado de arrendamento. Não fomos ao mais importante: criar confiança nos proprietários através da criação de um seguro de renda e a parte fiscal. Enquanto quem investe no mercado de arrendamento não for tributado pelo seu rendimento, pelo seu negócio, nunca vamos ter um verdadeiro mercado de arrendamento”, explicou.

O facto de haver falta de dinamização no mercado de arrendamento tradicional faz com que muitos proprietários optem atualmente por apostar no Alojamento Local (AL), que acaba por ser mais rentável. “Os proprietários apoiam-se no AL porque investem onde há mais rentabilidade. No arrendamento é completamente impossível investir com a carga fiscal que temos. É impossível atuar no mercado. Só o Estado é que pode, através das autarquias, atenuar esta dificuldade, senão a única hipótese dos jovens é comprar casa e isso não é para todos”, concluiu o líder da APEMIP.


Arrendamento. Oferta desajustada à procura arrasta pessoas para as periferias
Data: Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
Fonte: casayes.pt

Associação do setor admite que os atuais preços praticados no mercado de arrendamento são insustentáveis para a maioria dos portugueses e diz que, para rendas estarem a valores aceitáveis, os proprietários têm de deixar de ser taxados da forma como são.

Ler mais...

Arrendamento. Oferta desajustada à procura arrasta pessoas para as periferias
Quarta-feira, 19 de Abril de 2017

Associação do setor admite que os atuais preços praticados no mercado de arrendamento são insustentáveis para a maioria dos portugueses e diz que, para rendas estarem a valores aceitáveis, os proprietários têm de deixar de ser taxados da forma como são.

Os portugueses procuram casas para arrendar na ordem dos 600 euros, bem longe da média de oferta praticada no mercado nacional, cujos valores são praticamente o dobro e que poderão até triplicar consoante a zona da cidade, principalmente se estivermos a falar de Lisboa. Na capital, o valor médio de oferta está fixado nos 1104 euros – ainda que haja zonas onde se praticam valores superiores, como Parque das Nações ou a Baixa – para uma procura que se situa entre os 397 e os 600 euros. O cenário repete--se no Porto, que apresenta uma média de oferta de 1056 euros – com valores superiores no chamado triângulo dourado: Avenida dos Aliados, Mouzinho da Silveira e Clérigos – para uma procura que varia entre os 260 e os 461 euros. Os números foram avançados ao i pelo presidente da APEMIP, Luís Lima.
E os exemplos são mais que muitos. Por um T2 em Lisboa que se arrendava normalmente por 700 euros ao mês, os senhorios pedem agora 1200 ou 1300 euros. Esta realidade poderá ser ainda pior se o contrato de arrendamento tiver uma cláusula que autorize o subarrendamento. Daí que a oferta para arrendamento tradicional seja cada vez mais escassa.
O responsável admite que são os jovens os mais penalizados por esta inflação de preços que se tem praticado nos últimos anos. “Se considerarmos o valor médio de oferta em Lisboa ou no Porto, chegamos rapidamente à conclusão de que a maior parte dos jovens portugueses não têm, de todo, condições para suportar rendas daquela dimensão, sendo habitual juntarem-se em apartamentos, arrendando quartos. No entanto, esta é uma situação que, por vezes, sai da esfera dos jovens para se estender a pessoas adultas, e por vezes, em situações mais complexas, até a famílias”, alerta.
Morar no centro é um sonho Esta situação é também reconhecida pelas mediadoras que atuam no mercado nacional. De acordo com o CEO da Century 21, Ricardo Sousa, os preços dos imóveis que estão a ser praticados nas grandes cidades – tanto no arrendamento como na compra – estão a empurrar os portugueses para a periferia. E dá exemplos: o valor médio dos imóveis em venda na área metropolitana de Lisboa está acima dos 250 mil euros, enquanto o valor médio da procura a que estão a ser feitas transações ronda os 148 mil euros. “Está aqui um gap enorme, e isto está a fazer com que se assista a uma deslocação das famílias para os mercados periféricos da cidade, o que é visível em todo o território nacional. Se o poder de compra não aumentou – até, pelo contrário, tem diminuído –, a sua capacidade de compra ou de arrendamento mantém-se”, diz.
Esta tendência faz com que uma pessoa que tenha apenas 500 euros para gastar num arrendamento ou 150 mil euros para a compra de casa vai ter obrigatoriamente de se afastar de Lisboa ou do Porto e optar pelos mercados mais periféricos. “Arrendar uma casa por 500 euros na cidade de Lisboa não passa de um sonho, não existe essa oferta. O mesmo acontece no Porto. Precisamos de ir para Gaia, Maia, Odivelas, Loures, etc.”, acrescenta o responsável.
Também Miguel Poisson, diretor-geral da ERA Portugal, confirma esta tendência e explica que esta crescente procura se iniciou sobretudo a partir de 2014, por um lado devido à dificuldade — que já se vinha sentindo desde 2008 — em conseguir crédito à habitação e, por outro lado, devido à oferta turística proporcionada pelo fenómeno do alojamento local.
Esta falta de oferta e valores muito elevados ganham ainda novos contornos quando falamos do mercado de arrendamento, uma vez que tanto a construção nova com a da reabilitação se destinam não só ao segmento de luxo, mas principalmente ao turismo, pois muitos dos imóveis e edifícios que estavam destinados à utilização residencial têm vindo a ser convertidos em alojamento local ou edifícios turísticos, como hotéis e hostels.
“A oferta de arrendamento acaba por diminuir substancialmente, o que faz com que os imóveis que ainda tenham como destino o arrendamento tradicional apresentem valores mais altos e inflacionados”, garante Ricardo Sousa.
Solução Perante este desequilíbrio entre oferta e procura, a APEMIP tem vindo a monitorizar o mercado de arrendamento e chegou a apresentar ao anterior governo estudos a comprovarem essa discrepância não só entre os valores de oferta e de procura como também na distribuição do stock disponível para arrendamento no mercado, uma vez que há zonas em que a procura é superior à oferta, e outras, como Faro, em que a oferta é superior à procura (oferta a rondar os 11% para uma procura na ordem dos 2,1%).
De acordo com Luís Lima, o valor atual das rendas é um dos principais entraves à dinamização do arrendamento, uma vez que supera em muito o que se pagaria, por exemplo, pela prestação do crédito à habitação. No entanto, para que as rendas possam estar a valores aceitáveis, os proprietários têm de deixar de ser taxados da forma que são, diz. “A fiscalidade sobre o imobiliário é brutal. Neste panorama, no arrendamento, os senhorios são taxados pelo rendimento e pela posse. Os impostos aplicados sobre quem coloca os seus imóveis no mercado, bem como a falta de mecanismos que garantam a segurança de que os inquilinos cumprem com as suas obrigações, fazem com que os preços sejam mais elevados do que o suportável pelas famílias”, revela ao i.

Os portugueses procuram casas para arrendar na ordem dos 600 euros, bem longe da média de oferta praticada no mercado nacional, cujos valores são praticamente o dobro e que poderão até triplicar consoante a zona da cidade, principalmente se estivermos a falar de Lisboa. Na capital, o valor médio de oferta está fixado nos 1104 euros – ainda que haja zonas onde se praticam valores superiores, como Parque das Nações ou a Baixa – para uma procura que se situa entre os 397 e os 600 euros. O cenário repete--se no Porto, que apresenta uma média de oferta de 1056 euros – com valores superiores no chamado triângulo dourado: Avenida dos Aliados, Mouzinho da Silveira e Clérigos – para uma procura que varia entre os 260 e os 461 euros. Os números foram avançados ao i pelo presidente da APEMIP, Luís Lima.

E os exemplos são mais que muitos. Por um T2 em Lisboa que se arrendava normalmente por 700 euros ao mês, os senhorios pedem agora 1200 ou 1300 euros. Esta realidade poderá ser ainda pior se o contrato de arrendamento tiver uma cláusula que autorize o subarrendamento. Daí que a oferta para arrendamento tradicional seja cada vez mais escassa.

O responsável admite que são os jovens os mais penalizados por esta inflação de preços que se tem praticado nos últimos anos. “Se considerarmos o valor médio de oferta em Lisboa ou no Porto, chegamos rapidamente à conclusão de que a maior parte dos jovens portugueses não têm, de todo, condições para suportar rendas daquela dimensão, sendo habitual juntarem-se em apartamentos, arrendando quartos. No entanto, esta é uma situação que, por vezes, sai da esfera dos jovens para se estender a pessoas adultas, e por vezes, em situações mais complexas, até a famílias”, alerta.

Morar no centro é um sonho Esta situação é também reconhecida pelas mediadoras que atuam no mercado nacional. De acordo com o CEO da Century 21, Ricardo Sousa, os preços dos imóveis que estão a ser praticados nas grandes cidades – tanto no arrendamento como na compra – estão a empurrar os portugueses para a periferia. E dá exemplos: o valor médio dos imóveis em venda na área metropolitana de Lisboa está acima dos 250 mil euros, enquanto o valor médio da procura a que estão a ser feitas transações ronda os 148 mil euros. “Está aqui um gap enorme, e isto está a fazer com que se assista a uma deslocação das famílias para os mercados periféricos da cidade, o que é visível em todo o território nacional. Se o poder de compra não aumentou – até, pelo contrário, tem diminuído –, a sua capacidade de compra ou de arrendamento mantém-se”, diz.

Esta tendência faz com que uma pessoa que tenha apenas 500 euros para gastar num arrendamento ou 150 mil euros para a compra de casa vai ter obrigatoriamente de se afastar de Lisboa ou do Porto e optar pelos mercados mais periféricos. “Arrendar uma casa por 500 euros na cidade de Lisboa não passa de um sonho, não existe essa oferta. O mesmo acontece no Porto. Precisamos de ir para Gaia, Maia, Odivelas, Loures, etc.”, acrescenta o responsável.

Também Miguel Poisson, diretor-geral da ERA Portugal, confirma esta tendência e explica que esta crescente procura se iniciou sobretudo a partir de 2014, por um lado devido à dificuldade — que já se vinha sentindo desde 2008 — em conseguir crédito à habitação e, por outro lado, devido à oferta turística proporcionada pelo fenómeno do alojamento local.

Esta falta de oferta e valores muito elevados ganham ainda novos contornos quando falamos do mercado de arrendamento, uma vez que tanto a construção nova com a da reabilitação se destinam não só ao segmento de luxo, mas principalmente ao turismo, pois muitos dos imóveis e edifícios que estavam destinados à utilização residencial têm vindo a ser convertidos em alojamento local ou edifícios turísticos, como hotéis e hostels.

“A oferta de arrendamento acaba por diminuir substancialmente, o que faz com que os imóveis que ainda tenham como destino o arrendamento tradicional apresentem valores mais altos e inflacionados”, garante Ricardo Sousa.

Solução Perante este desequilíbrio entre oferta e procura, a APEMIP tem vindo a monitorizar o mercado de arrendamento e chegou a apresentar ao anterior governo estudos a comprovarem essa discrepância não só entre os valores de oferta e de procura como também na distribuição do stock disponível para arrendamento no mercado, uma vez que há zonas em que a procura é superior à oferta, e outras, como Faro, em que a oferta é superior à procura (oferta a rondar os 11% para uma procura na ordem dos 2,1%).

De acordo com Luís Lima, o valor atual das rendas é um dos principais entraves à dinamização do arrendamento, uma vez que supera em muito o que se pagaria, por exemplo, pela prestação do crédito à habitação. No entanto, para que as rendas possam estar a valores aceitáveis, os proprietários têm de deixar de ser taxados da forma que são, diz. “A fiscalidade sobre o imobiliário é brutal. Neste panorama, no arrendamento, os senhorios são taxados pelo rendimento e pela posse. Os impostos aplicados sobre quem coloca os seus imóveis no mercado, bem como a falta de mecanismos que garantam a segurança de que os inquilinos cumprem com as suas obrigações, fazem com que os preços sejam mais elevados do que o suportável pelas famílias”, revela ao i.


Procura de imóveis no Porto atinge os 39,6% e supera Lisboa pela primeira vez
Data: Terça-feira, 21 de Março de 2017
Fonte: casayes.pt

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal anunciou que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa.

Ler mais...

Procura de imóveis no Porto atinge os 39,6% e supera Lisboa pela primeira vez
Terça-feira, 21 de Março de 2017

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal anunciou que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa.

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) anunciou esta segunda-feira que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa em que foi de 23,1%. As intenções de compra no distrito do Porto aumentaram 17,5 pontos percentuais, desde 2014, ultrapassando, este ano, Lisboa, que se fixou nos 23,1% e Faro, que registou 11,2%.
Em comunicado, o presidente da APEMIP, Luís Lima, disse que com a retoma do setor imobiliário a procura focou-se, numa primeira fase, em Lisboa e “tem vindo a deslocar-se para outros distritos”, sobretudo o Porto, que agora lidera a procura de imóveis no mercado residencial. Luís Lima refere que os valores registados devem-se, em parte, ao aumento dos preços de mercado em Lisboa, que fizeram com que as intenções de compra se dirigissem para o Porto.
"À medida que a oferta for diminuindo, a procura irá deslocar-se para outras regiões do país, promovendo uma maior descentralização do investimento imobiliário”, concluiu.
Os dados disponibilizados pela APEMIP indicam que, em 2017, a oferta no mercado residencial em Lisboa e em Faro registou o valor mais baixo desde 2014, situando-se nos 10,1% e 7,5%, respetivamente. Já no Porto, a oferta imobiliária fixou-se nos 39,2%, um recuo face aos 42,3% registado em igual período do ano anterior.

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) anunciou esta segunda-feira que o Porto é o distrito com maior procura imobiliária em 2017, situando-se nos 39,6%, ultrapassando Lisboa em que foi de 23,1%. As intenções de compra no distrito do Porto aumentaram 17,5 pontos percentuais, desde 2014, ultrapassando, este ano, Lisboa, que se fixou nos 23,1% e Faro, que registou 11,2%.

Em comunicado, o presidente da APEMIP, Luís Lima, disse que com a retoma do setor imobiliário a procura focou-se, numa primeira fase, em Lisboa e “tem vindo a deslocar-se para outros distritos”, sobretudo o Porto, que agora lidera a procura de imóveis no mercado residencial. Luís Lima refere que os valores registados devem-se, em parte, ao aumento dos preços de mercado em Lisboa, que fizeram com que as intenções de compra se dirigissem para o Porto.

"À medida que a oferta for diminuindo, a procura irá deslocar-se para outras regiões do país, promovendo uma maior descentralização do investimento imobiliário”, concluiu.

Os dados disponibilizados pela APEMIP indicam que, em 2017, a oferta no mercado residencial em Lisboa e em Faro registou o valor mais baixo desde 2014, situando-se nos 10,1% e 7,5%, respetivamente. Já no Porto, a oferta imobiliária fixou-se nos 39,2%, um recuo face aos 42,3% registado em igual período do ano anterior.


Portugal ganha 80 milhões do Banco da Europa para apoiar reabilitação urbana
Data: Quarta-feira, 08 de Março de 2017
Fonte: casayes.pt

O Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB na sigla original) vai emprestar 80 milhões de euros a Portugal ao abrigo de um programa de apoios à reabilitação das cidades, no âmbito do IFRRU 2020.

Ler mais...

Portugal ganha 80 milhões do Banco da Europa para apoiar reabilitação urbana
Quarta-feira, 08 de Março de 2017

O Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB na sigla original) vai emprestar 80 milhões de euros a Portugal ao abrigo de um programa de apoios à reabilitação das cidades, no âmbito do IFRRU 2020.

O acordo foi assinado dia 3 de março pelo secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, e pelo governador do CEB, Rolf Wenzel.
O objetivo do empréstimo do CEB a Portugal, a particulares e pessoas coletivas – incluindo condomínios – é promover “a regeneração e a revitalização física, económica e social” de zonas urbanas do território nacional, refere o Ministério das Finanças em comunicado, citado pela Lusa.
Além de apoiar projetos de reabilitação e revitalização urbana, o crédito visa ainda apoiar o aumento da eficiência energética da habitação para particulares, alavancando recursos dos Programas Operacionais do Portugal 2020.
O IFRRU 2020 foi criado no âmbito do Portugal 2020 e agrega verbas dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), do Banco Europeu de Investimento (BEI), do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) e ainda verbas da banca comercial.

O acordo foi assinado dia 3 de março pelo secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, e pelo governador do CEB, Rolf Wenzel.

O objetivo do empréstimo do CEB a Portugal, a particulares e pessoas coletivas – incluindo condomínios – é promover “a regeneração e a revitalização física, económica e social” de zonas urbanas do território nacional, refere o Ministério das Finanças em comunicado, citado pela Lusa.

Além de apoiar projetos de reabilitação e revitalização urbana, o crédito visa ainda apoiar o aumento da eficiência energética da habitação para particulares, alavancando recursos dos Programas Operacionais do Portugal 2020.

O IFRRU 2020 foi criado no âmbito do Portugal 2020 e agrega verbas dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), do Banco Europeu de Investimento (BEI), do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) e ainda verbas da banca comercial.


Boom no turismo fez nascer 11 mil novas empresas
Data: Quarta-feira, 01 de Março de 2017
Fonte: casayes.pt

Quase um terço das empresas criadas no ano passado em Portugal são de alojamento e restauração, imobiliárias ou da indústria de construção. 

Ler mais...

Boom no turismo fez nascer 11 mil novas empresas
Quarta-feira, 01 de Março de 2017

Quase um terço das empresas criadas no ano passado em Portugal são de alojamento e restauração, imobiliárias ou da indústria de construção. 

O boom do turismo ajudou a criar, só no ano passado, 11 mil novas empresas no alojamento e restauração, imobiliário e na construção, de acordo com um estudo da Informa D&B. É quase um terço das empresas constituídas em Portugal.
Os novos negócios foram empurrados pelo ritmo frenético que a indústria turística tem vivido e que culminou com mais um recorde de 19 milhões de hóspedes e 53 milhões de dormidas. “Tudo o que mexe com o turismo está a crescer”, reconhece Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP). “Tivemos dois anos muito positivos, com um crescimento conjunto de quase 50% e em janeiro deste ano criaram-se quase 300 novas empresas imobiliárias. Fevereiro vai pelo mesmo caminho”, garante. 
Os números não enganam: a atividade imobiliária fez nascer 3489 novos negócios (+29,6%), que se juntam aos 4455 novos negócios no alojamento e restauração (+3,2%) e às 2947 novas aberturas na construção (+1,6%). Ao todo, contaram-se 10 891 nascimentos relacionados com a receção de turistas, quase um terço das empresas nascidas em Portugal. 
Na verdade, o número de novas sociedades constituídas no ano passado caiu para 37 034, menos 2,4% do que em 2015. E só as atividades ligadas ao turismo, a par das indústrias extrativas (+10%), registaram maior dinamismo – em todas as outras, da agricultura à banca e seguros, passando pelos transportes e o comércio fecharam o ano com menos empresas. Mesmo assim, sinal de que a economia está finalmente a acordar, houve apenas 3256 insolvências (-23,1%) no ano passado e fecharam as portas 15 505 empresas, uma quebra de 6,8%. 
Luís Lima confirma o nascimento de “empresas de pequena dimensão, muitas familiares” e onde se contratam cada vez mais “profissionais qualificados para dar resposta a necessidades como a língua estrangeira, pelo menos o inglês”. Estes nascimentos “estão a chegar lentamente a outras zonas do país”, ainda que estejam maioritariamente concentrados em Lisboa, Porto e no Algarve. 
Uma grande parte da atividade imobiliária chega dos estrangeiros. “O turismo está a trazer os estrangeiros em Portugal, mas o país acaba por os fidelizar e, se num primeiro momento escolhem os hotéis, muitos acabam por comprar casa”. 
O mesmo está a acontecer na construção. Dados da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas mostram que a atividade na reabilitação urbana avançou 10,1% no ano passado, enquanto a carteira de encomendas está estável. 
O setor ainda não está recuperado da forte crise de 2011, mas tem ganho um novo ânimo com a requalificação das cidades e o alojamento local. O imobiliário, acrescenta Luís Lima é o seu grande impulsionador. “Na construção, infelizmente, a atividade ainda não normalizou, mas tem tido alguma recuperação à conta do imobiliário”. O presidente da APEMIP assume, no entanto, que “o financiamento da construção não é prioritário para a banca” e que por isso começam a escassear imóveis. “Precisamos de mais ativos para que os preços nas grandes cidades possam baixar”. 

O boom do turismo ajudou a criar, só no ano passado, 11 mil novas empresas no alojamento e restauração, imobiliário e na construção, de acordo com um estudo da Informa D&B. É quase um terço das empresas constituídas em Portugal.

Os novos negócios foram empurrados pelo ritmo frenético que a indústria turística tem vivido e que culminou com mais um recorde de 19 milhões de hóspedes e 53 milhões de dormidas. “Tudo o que mexe com o turismo está a crescer”, reconhece Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP). “Tivemos dois anos muito positivos, com um crescimento conjunto de quase 50% e em janeiro deste ano criaram-se quase 300 novas empresas imobiliárias. Fevereiro vai pelo mesmo caminho”, garante. 

Os números não enganam: a atividade imobiliária fez nascer 3489 novos negócios (+29,6%), que se juntam aos 4455 novos negócios no alojamento e restauração (+3,2%) e às 2947 novas aberturas na construção (+1,6%). Ao todo, contaram-se 10 891 nascimentos relacionados com a receção de turistas, quase um terço das empresas nascidas em Portugal. 

Na verdade, o número de novas sociedades constituídas no ano passado caiu para 37 034, menos 2,4% do que em 2015. E só as atividades ligadas ao turismo, a par das indústrias extrativas (+10%), registaram maior dinamismo – em todas as outras, da agricultura à banca e seguros, passando pelos transportes e o comércio fecharam o ano com menos empresas. Mesmo assim, sinal de que a economia está finalmente a acordar, houve apenas 3256 insolvências (-23,1%) no ano passado e fecharam as portas 15 505 empresas, uma quebra de 6,8%. 

Luís Lima confirma o nascimento de “empresas de pequena dimensão, muitas familiares” e onde se contratam cada vez mais “profissionais qualificados para dar resposta a necessidades como a língua estrangeira, pelo menos o inglês”. Estes nascimentos “estão a chegar lentamente a outras zonas do país”, ainda que estejam maioritariamente concentrados em Lisboa, Porto e no Algarve. 

Uma grande parte da atividade imobiliária chega dos estrangeiros. “O turismo está a trazer os estrangeiros em Portugal, mas o país acaba por os fidelizar e, se num primeiro momento escolhem os hotéis, muitos acabam por comprar casa”. 

O mesmo está a acontecer na construção. Dados da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas mostram que a atividade na reabilitação urbana avançou 10,1% no ano passado, enquanto a carteira de encomendas está estável. 

O setor ainda não está recuperado da forte crise de 2011, mas tem ganho um novo ânimo com a requalificação das cidades e o alojamento local. O imobiliário, acrescenta Luís Lima é o seu grande impulsionador. “Na construção, infelizmente, a atividade ainda não normalizou, mas tem tido alguma recuperação à conta do imobiliário”. O presidente da APEMIP assume, no entanto, que “o financiamento da construção não é prioritário para a banca” e que por isso começam a escassear imóveis. “Precisamos de mais ativos para que os preços nas grandes cidades possam baixar”. 


Habitação: Arrendamento cai mas sobem as vendas nos subúrbios
Data: Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Há mais casas a serem vendidas, mas os elevados preços das cidades empurram as pessoas para os subúrbios. Arrendamento está em queda. 

Ler mais...

Habitação: Arrendamento cai mas sobem as vendas nos subúrbios
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

Há mais casas a serem vendidas, mas os elevados preços das cidades empurram as pessoas para os subúrbios. Arrendamento está em queda. 

O arrendamento chegou a representar 60% da atividade das imobiliárias no auge da crise, mas caiu a pique nos dois últimos anos e, em 2016, já só valia 25%. Os números são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que destaca a forte subida na compra de casas, nomeadamente nos subúrbios de Lisboa e Porto. 
A causa para a quebra nos arrendamentos e para o aumento da compra de casas nos arredores das grandes cidades é a mesma: o preço elevado. “As pessoas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, precisa Luís Lima, presidente da APEMIP. Mesmo na compra, a primeira opção vai para o centro da cidade, mas os preços acabam por levá-las para os subúrbios. “As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”. 
Os números da Century 21 em 2016, ontem divulgados, corroboram aquela leitura. No ano passado, a faturação desta imobiliária cresceu 36% (ultrapassando os 25 milhões de euros) alavancada no aumento das vendas de imóveis, que passaram de 7250 para mais de 8 mil. Nos arrendamentos houve uma quebra de 4233 para 3500 (-21%). “Os preços das casas estão a subir, mas o rendimento disponível das famílias não aumentou e a oferta de casas também não. Por isso, as pessoas estão a ser direcionadas para os mercados suburbanos”, explica Ricardo Sousa, administrado da imobiliária, em declarações ao Dinheiro Vivo. 
A faturação da Era, uma das maiores imobiliárias do país, aumentou 30% no ano passado, com a venda de 12 mil casas. O “arrendamento caiu e representa menos de 16% das transações”. 
Luís Lima acredita que o arrendamento vá continuar a perder peso, porque a oferta é escassa e porque as pessoas tendem a refletir nas rendas o peso da fiscalidade. As rendas habitacionais pagam uma taxa de IRS de 28%, podendo apenas ser descontado ao seu valor o IMI, as despesas de condomínio e encargos com obras, se os houver. “Infelizmente não aproveitámos a crise para criar um verdadeiro mercado de arrendamento. A fiscalidade continua muito elevada e isso faz com que os preços sejam altos”, diz o presidente da APEMIP. 
A este efeito fiscal, junta-se um outro que os operadores do mercado dizem estar cada vez a notar-se mais: a escassez de oferta de casas, nomeadamente nas tipologias (T2 e T3) e segmentos (médio) mais procuradas pelas famílias portuguesas. Dados do Confidencial Imobiliário (Ci) revelam que na região de Lisboa as rendas estão a registar subidas homólogas consecutivas há 10 trimestres. A nível nacional, a tendência tem também sido de aumento, mas mais ligeiro. 
A escassez de casas está também a refletir-se nos preços de venda. A Century 21 avança que o preço médio a nível nacional situou em 148 mil euros no ano passado, contra 130 mil euros em 2015. No caso de Lisboa, o índice de preços medido pelo Ci dá conta de um acréscimo homólogo de 24,7% no terceiro trimestre de 2016 – que se segue a três trimestres de subida na casa dos dois dígitos. 
Luís Lima e Ricardo Sousa convergem nos motivos para a escassez da oferta: o sector da construção está parado e há poucas casas a entrar no mercado. Em média entram no mercado 1900 fogos novos por trimestre mas as transações superam os 30 mil.
Esta falta de oferta não se sente nas zonas suburbana – onde as vendas estiveram estagnadas nos anos da crise – e comprar lá uma casa atualmente “é uma questão de oportunidade: há casas disponíveis e os preços compensam”, diz ainda Luís Lima, que mostra preocupação com a subida de preços observada nas zonas mais nobres das grandes cidades.
O Market Survey do Ci revela que as primeiras semanas de 2017 “voltam a apontar para uma aceleração do preço das casas”, porque a procura continua a superar a oferta. Mas no arrendamento, a dinâmica “da oferta permanece escassa”. 

O arrendamento chegou a representar 60% da atividade das imobiliárias no auge da crise, mas caiu a pique nos dois últimos anos e, em 2016, já só valia 25%. Os números são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que destaca a forte subida na compra de casas, nomeadamente nos subúrbios de Lisboa e Porto. 

A causa para a quebra nos arrendamentos e para o aumento da compra de casas nos arredores das grandes cidades é a mesma: o preço elevado. “As pessoas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, precisa Luís Lima, presidente da APEMIP. Mesmo na compra, a primeira opção vai para o centro da cidade, mas os preços acabam por levá-las para os subúrbios. “As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”. 

Os números da Century 21 em 2016, ontem divulgados, corroboram aquela leitura. No ano passado, a faturação desta imobiliária cresceu 36% (ultrapassando os 25 milhões de euros) alavancada no aumento das vendas de imóveis, que passaram de 7250 para mais de 8 mil. Nos arrendamentos houve uma quebra de 4233 para 3500 (-21%). “Os preços das casas estão a subir, mas o rendimento disponível das famílias não aumentou e a oferta de casas também não. Por isso, as pessoas estão a ser direcionadas para os mercados suburbanos”, explica Ricardo Sousa, administrado da imobiliária, em declarações ao Dinheiro Vivo. 

A faturação da Era, uma das maiores imobiliárias do país, aumentou 30% no ano passado, com a venda de 12 mil casas. O “arrendamento caiu e representa menos de 16% das transações”. 

Luís Lima acredita que o arrendamento vá continuar a perder peso, porque a oferta é escassa e porque as pessoas tendem a refletir nas rendas o peso da fiscalidade. As rendas habitacionais pagam uma taxa de IRS de 28%, podendo apenas ser descontado ao seu valor o IMI, as despesas de condomínio e encargos com obras, se os houver. “Infelizmente não aproveitámos a crise para criar um verdadeiro mercado de arrendamento. A fiscalidade continua muito elevada e isso faz com que os preços sejam altos”, diz o presidente da APEMIP. 

A este efeito fiscal, junta-se um outro que os operadores do mercado dizem estar cada vez a notar-se mais: a escassez de oferta de casas, nomeadamente nas tipologias (T2 e T3) e segmentos (médio) mais procuradas pelas famílias portuguesas. Dados do Confidencial Imobiliário (Ci) revelam que na região de Lisboa as rendas estão a registar subidas homólogas consecutivas há 10 trimestres. A nível nacional, a tendência tem também sido de aumento, mas mais ligeiro. 

A escassez de casas está também a refletir-se nos preços de venda. A Century 21 avança que o preço médio a nível nacional situou em 148 mil euros no ano passado, contra 130 mil euros em 2015. No caso de Lisboa, o índice de preços medido pelo Ci dá conta de um acréscimo homólogo de 24,7% no terceiro trimestre de 2016 – que se segue a três trimestres de subida na casa dos dois dígitos. 

Luís Lima e Ricardo Sousa convergem nos motivos para a escassez da oferta: o sector da construção está parado e há poucas casas a entrar no mercado. Em média entram no mercado 1900 fogos novos por trimestre mas as transações superam os 30 mil.

Esta falta de oferta não se sente nas zonas suburbana – onde as vendas estiveram estagnadas nos anos da crise – e comprar lá uma casa atualmente “é uma questão de oportunidade: há casas disponíveis e os preços compensam”, diz ainda Luís Lima, que mostra preocupação com a subida de preços observada nas zonas mais nobres das grandes cidades.

O Market Survey do Ci revela que as primeiras semanas de 2017 “voltam a apontar para uma aceleração do preço das casas”, porque a procura continua a superar a oferta. Mas no arrendamento, a dinâmica “da oferta permanece escassa”. 


Negócio a ferver: mais de 300 imobiliárias nasceram só em janeiro
Data: Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Os números confirmam o que se fala sobre o dinamismo que o imobiliário está a viver, atualmente, em Portugal.

Ler mais...

Negócio a ferver: mais de 300 imobiliárias nasceram só em janeiro
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Os números confirmam o que se fala sobre o dinamismo que o imobiliário está a viver, atualmente, em Portugal.

Só em janeiro passado foram constituídas 301 empresas de serviços deste setor, mais 16,2% que em igual período de 2016. E o imobiliário é o segundo setor da economia nacional que maior crescimento de novas empresas registou no mês passado, depois das telecomunicações com uma subida de nascimentos de 37,1%. No total, em janeiro nasceram 4.298 empresas em Portugal, o que representa um crescimento de 2,1% face ao período homólogo.
O mais recente barómetro da InformaDB mostra também que, ao longo dos últimos doze meses analisados - entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 -, foram constituídas 3.555 empresas de serviços imobiliários, ocupando uma fatia de 9,5% do total de 37.322 nascimentos de sociedades empresariais verificados no país. 
Mas nem só de boas notícias vive o setor imobiliário, ainda que não seja dos que tem pior performance. No último ano, fecharam 771 empresas desta área (4,7% do total) e faliram 113 (3,5%) do total.
Fazendo as contas a partir deste relatório, o rácio de nascimentos e encerramentos naturais das empresas de serviços imobiliários foi de 4,6 nos últimos dozes meses, sendo o mais alto de todos os setores em análise. No total, este indicador foi de 2,3.
Como nascimentos, a InformaDB considera as entidades constituídas no período em causa, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça. Já os encerramentos dizem respeito às entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no mesmo portal. Neste caso, não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução, mas vez que as insolvências apontadas são as entidades com processos iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça.

Só em janeiro passado foram constituídas 301 empresas de serviços deste setor, mais 16,2% que em igual período de 2016. E o imobiliário é o segundo setor da economia nacional que maior crescimento de novas empresas registou no mês passado, depois das telecomunicações com uma subida de nascimentos de 37,1%. No total, em janeiro nasceram 4.298 empresas em Portugal, o que representa um crescimento de 2,1% face ao período homólogo.

O mais recente barómetro da InformaDB mostra também que, ao longo dos últimos doze meses analisados - entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 -, foram constituídas 3.555 empresas de serviços imobiliários, ocupando uma fatia de 9,5% do total de 37.322 nascimentos de sociedades empresariais verificados no país. 

Mas nem só de boas notícias vive o setor imobiliário, ainda que não seja dos que tem pior performance. No último ano, fecharam 771 empresas desta área (4,7% do total) e faliram 113 (3,5%) do total.

Fazendo as contas a partir deste relatório, o rácio de nascimentos e encerramentos naturais das empresas de serviços imobiliários foi de 4,6 nos últimos dozes meses, sendo o mais alto de todos os setores em análise. No total, este indicador foi de 2,3.

Como nascimentos, a InformaDB considera as entidades constituídas no período em causa, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça. Já os encerramentos dizem respeito às entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no mesmo portal. Neste caso, não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução, mas vez que as insolvências apontadas são as entidades com processos iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça.



Tempo